HC 613103 - DECISAO
Concluiu-se que, por força da Lei n. 13.964/2019, a conversão da prisão em flagrante em preventiva sem requerimento prévio do Ministério Público, do querelante ou representação da autoridade policial é vedada; portanto, sendo a conversão realizada de ofício pelo Juízo de primeiro grau após a vigência da Lei, deve ser anulada, e o paciente assegurado a possibilidade de aguardar o julgamento em liberdade, podendo haver nova decretação de prisão ou aplicação de medidas cautelares somente mediante requerimento ou nas hipóteses legais.
- Parties
- Paciente: MATEUS AUGUSTO DA SILVA CANHADO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Não conhecido o habeas corpus, mas concedida a ordem de ofício para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva e assegurar ao paciente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, com ressalvas previstas no integro da decisão.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Em Flagrante, Conversão De Prisão, Habeas Corpus, Lei Anticrime (lei N. 13.964/2019)
Case Brief
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Parties
MATEUS AUGUSTO DA SILVA CANHADO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Possibilidade de conversão de prisão em flagrante em prisão preventiva de ofício após a entrada em vigor da Lei n. 13.964/2019
- 2 Necessidade de prévio requerimento do Ministério Público, do querelante ou representação da autoridade policial para conversão da prisão em flagrante em preventiva
- 3 Competência do STJ para correção ex officio de flagrante constrangimento ilegal com fundamento no art. 654, § 2º, do CPP
Ratio Decidendi
Concluiu-se que, por força da Lei n. 13.964/2019, a conversão da prisão em flagrante em preventiva sem requerimento prévio do Ministério Público, do querelante ou representação da autoridade policial é vedada; portanto, sendo a conversão realizada de ofício pelo Juízo de primeiro grau após a vigência da Lei, deve ser anulada, e o paciente assegurado a possibilidade de aguardar o julgamento em liberdade, podendo haver nova decretação de prisão ou aplicação de medidas cautelares somente mediante requerimento ou nas hipóteses legais.
Court Disposition
Não conhecido o habeas corpus, mas concedida a ordem de ofício para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva e assegurar ao paciente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, com ressalvas previstas no integro da decisão.
Orders
- Anular a conversão do flagrante em prisão preventiva do indiciado MATEUS AUGUSTO DA SILVA CANHADO
- Assegurar ao paciente o direito de aguardar o julgamento em liberdade
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