RHC 140740 - DECISAO
Não se reconheceu constrangimento ilegal por excesso de prazo, porque a tramitação processual apresentou diligências, intervenções das defesas e pedido de desaforamento que justificaram a dilação, estando o réu já pronunciado; tampouco ficaram demonstradas nos autos as hipóteses previstas na Recomendação CNJ n.62/2020 para concessão de prisão domiciliar, e a avaliação sobre a necessidade da segregação cautelar e a situação carcerária compete ao juízo de origem. Assim, negou-se provimento ao recurso em habeas corpus, recomendando-se ao juízo processante reexame da custódia nos termos da Lei n.13.964/2019 e maior celeridade na conclusão da ação penal.
- Parties
- Recorrente: LUAN ALBERTO ARAUJO FERREIRA; Órgão Jurisdicional Impugnado: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Julgamento De Recurso Ordinário Em Habeas Corpus Decisão De Mérito (denegado)
- Outcome
- nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Prisão Domiciliar Por Razões De Saúde/pandemia, Recomendação CNJ N.62/2020, Lei N.13.964/2019, Desaforamento, Tribunal Do Júri
Case Brief
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Parties
LUAN ALBERTO ARAUJO FERREIRA
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS
Órgão Jurisdicional Impugnado
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Julgamento De Recurso Ordinário Em Habeas Corpus Decisão De Mérito (denegado)
Legal Issues
- 1 excesso de prazo da segregação cautelar
- 2 possibilidade de concessão de prisão domiciliar em razão da pandemia de Covid-19
- 3 aplicação da revisão periódica da prisão preventiva prevista na Lei n.13.964/2019
Ratio Decidendi
Não se reconheceu constrangimento ilegal por excesso de prazo, porque a tramitação processual apresentou diligências, intervenções das defesas e pedido de desaforamento que justificaram a dilação, estando o réu já pronunciado; tampouco ficaram demonstradas nos autos as hipóteses previstas na Recomendação CNJ n.62/2020 para concessão de prisão domiciliar, e a avaliação sobre a necessidade da segregação cautelar e a situação carcerária compete ao juízo de origem. Assim, negou-se provimento ao recurso em habeas corpus, recomendando-se ao juízo processante reexame da custódia nos termos da Lei n.13.964/2019 e maior celeridade na conclusão da ação penal.
Court Disposition
nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- recomendar ao Juízo processante que reexamine a necessidade da segregação cautelar, tendo em vista o tempo decorrido e o disposto na Lei n.13.964/2019
- recomendar ao Juízo processante que imprima celeridade no encerramento da ação penal
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