RHC 137388 - DECISAO
A manutenção da prisão preventiva foi considerada legítima porque o decreto prisional está fundamentado em prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, na gravidade concreta do crime (roubo qualificado em concurso de agentes e com emprego de arma de fogo) e na reincidência do paciente, o que revela risco concreto de reiteração delitiva e risco à ordem pública; ademais, a pandemia e eventual atraso na reavaliação periódica do art. 316/CPP não configuraram, nos autos, motivo suficiente para revogar a prisão, e o alegado excesso de prazo restou superado pela prolação de sentença condenatória em 29/10/2020.
- Parties
- Recorrente / Paciente: EPIFANIO MATIAS SOARES NETO; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 February 2021
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento Decisão Denegatória Parcial (stj)
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Fundamentação Do Decreto Preventivo, Reavaliação Periódica Da Custódia (art. 316 Cpp), Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Reincidência E Risco De Reiteração Delitiva, Impacto Da Pandemia (covid 19) Na Custódia
Case Brief
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Parties
EPIFANIO MATIAS SOARES NETO
Recorrente / Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Órgão Recorrido
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento Decisão Denegatória Parcial (stj)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva decretada com base no art. 312 do CPP
- 2 possível excesso de prazo na formação da culpa
- 3 adequação da fundamentação do decreto preventivo
Ratio Decidendi
A manutenção da prisão preventiva foi considerada legítima porque o decreto prisional está fundamentado em prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, na gravidade concreta do crime (roubo qualificado em concurso de agentes e com emprego de arma de fogo) e na reincidência do paciente, o que revela risco concreto de reiteração delitiva e risco à ordem pública; ademais, a pandemia e eventual atraso na reavaliação periódica do art. 316/CPP não configuraram, nos autos, motivo suficiente para revogar a prisão, e o alegado excesso de prazo restou superado pela prolação de sentença condenatória em 29/10/2020.
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Recurso conhecido parcialmente e negado provimento.
- Publique-se.
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