RHC 134945 - DECISAO
A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva realizada de ofício após a entrada em vigor da Lei n. 13.964/2019 é ilegal, pois a nova redação dos arts. 282 e 311 do CPP exige prévio requerimento do Ministério Público, do querelante ou representação da autoridade policial; sendo assim, anula-se a conversão efetuada em 13/7/2020 e assegura-se ao recorrente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, ressalvadas hipóteses de nova decretação com prévio requerimento, cumprimento de pena em outro processo ou existência de mandado de prisão cautelar.
- Parties
- Recorrente: TIAGO DE SOUZA ROCHA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 February 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito
- Outcome
- Provimento do recurso para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva e assegurar ao recorrente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, com as ressalvas previstas na decisão.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Medidas Cautelares, Lei N. 13.964/2019, Audiência De Custódia
Case Brief
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Parties
TIAGO DE SOUZA ROCHA
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia
Órgão Recorrido
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 Possibilidade de conversão de prisão em flagrante em prisão preventiva de ofício após a Lei n. 13.964/2019
- 2 Necessidade de requerimento prévio do Ministério Público, do querelante ou representação da autoridade policial para decretação da prisão preventiva
- 3 Aplicabilidade das medidas cautelares do art. 319 do CPP
Ratio Decidendi
A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva realizada de ofício após a entrada em vigor da Lei n. 13.964/2019 é ilegal, pois a nova redação dos arts. 282 e 311 do CPP exige prévio requerimento do Ministério Público, do querelante ou representação da autoridade policial; sendo assim, anula-se a conversão efetuada em 13/7/2020 e assegura-se ao recorrente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, ressalvadas hipóteses de nova decretação com prévio requerimento, cumprimento de pena em outro processo ou existência de mandado de prisão cautelar.
Court Disposition
Provimento do recurso para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva e assegurar ao recorrente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, com as ressalvas previstas na decisão.
Orders
- Anular a conversão do flagrante em prisão preventiva.
- Assegurar ao recorrente o direito de aguardar o julgamento em liberdade.
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