HC 645649 - DECISAO
Houve flagrante ilegalidade na manutenção da prisão preventiva, pois a decisão de origem apoiou-se em fundamentação genérica de gravidade abstrata do delito sem elementos concretos que demonstrassem o periculum libertatis; a quantidade de droga apreendida (74,8g) e a ausência de antecedentes não justificaram a custódia cautelar. Assim, ainda que o habeas corpus não fosse conhecido, a Corte concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva, salvo se por outro motivo o paciente estiver preso, permitindo a fixação de nova prisão somente se concretamente fundamentada ou a imposição de medidas cautelares alternativas (art. 319 CPP).
- Parties
- Paciente: VALDENOR MORAIS PEREIRA; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins; Interveniente (parecer): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 March 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Ordinário / Decisão: Não Conhecido, Mas Ordem Concedida De Ofício Para Revogar a Prisão Preventiva
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, contudo concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso, sem prejuízo de nova decretação, desde que concretamente fundamentada, ou da imposição de medidas cautelares diversas da prisão.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Habeas Corpus, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão
Case Brief
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Parties
VALDENOR MORAIS PEREIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Tribunal De Origem
Ministério Público Federal
Interveniente (parecer)
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Ordinário / Decisão: Não Conhecido, Mas Ordem Concedida De Ofício Para Revogar a Prisão Preventiva
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva
- 2 fundamentação idônea da prisão cautelar
- 3 suficiência da gravidade abstrata do delito como fundamento da prisão preventiva
Ratio Decidendi
Houve flagrante ilegalidade na manutenção da prisão preventiva, pois a decisão de origem apoiou-se em fundamentação genérica de gravidade abstrata do delito sem elementos concretos que demonstrassem o periculum libertatis; a quantidade de droga apreendida (74,8g) e a ausência de antecedentes não justificaram a custódia cautelar. Assim, ainda que o habeas corpus não fosse conhecido, a Corte concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva, salvo se por outro motivo o paciente estiver preso, permitindo a fixação de nova prisão somente se concretamente fundamentada ou a imposição de medidas cautelares alternativas (art. 319 CPP).
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, contudo concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso, sem prejuízo de nova decretação, desde que concretamente fundamentada, ou da imposição de medidas cautelares diversas da prisão.
Orders
- Ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva de VALDENOR MORAIS PEREIRA, salvo se por outro motivo estiver preso
- Autorizada a decretação de nova prisão preventiva somente se concretamente fundamentada
Full Case Text
Judgment text and source record
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