HC 598523 - DECISAO
Não se verifica flagrante constrangimento ilegal passível de correção ex officio: o Tribunal de origem demonstrou fundamentação concreta para a prisão preventiva (considerável quantidade e variedade de drogas, apreensão de armas, indícios de reiteração delitiva e complexidade/pluralidade de réus), a demora na instrução foi em parte justificável pela pandemia e a instrução chegou a ser encerrada, superando a alegação de excesso de prazo; além disso, a revisão periódica prevista no art. 316 do CPP não gera soltura automática e cabe ao órgão que decretou a prisão efectuar a revisão; por fim, o pedido não se enquadra na competência originária do STJ, razão pela qual o habeas corpus não foi...
- Parties
- Paciente: GLEYDSON ARAUJO DE OLIVEIRA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Ceará; Ministério Público Federal: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Revisão Da Custódia Cautelar (art. 316 Do Cpp), Recomendação CNJ N. 62/2020, Competência Originária Do STJ, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
GLEYDSON ARAUJO DE OLIVEIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Ministério Público Federal
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
Legal Issues
- 1 presença ou não de flagrante constrangimento ilegal
- 2 excesso de prazo na formação da culpa e aplicação do art. 5º, LXXVIII, CF
- 3 fundamentação concreta da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Não se verifica flagrante constrangimento ilegal passível de correção ex officio: o Tribunal de origem demonstrou fundamentação concreta para a prisão preventiva (considerável quantidade e variedade de drogas, apreensão de armas, indícios de reiteração delitiva e complexidade/pluralidade de réus), a demora na instrução foi em parte justificável pela pandemia e a instrução chegou a ser encerrada, superando a alegação de excesso de prazo; além disso, a revisão periódica prevista no art. 316 do CPP não gera soltura automática e cabe ao órgão que decretou a prisão efectuar a revisão; por fim, o pedido não se enquadra na competência originária do STJ, razão pela qual o habeas corpus não foi...
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Cientifique-se o Ministério Público Federal
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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