RHC 144768 - DECISAO
A ordem foi denegada porque o Tribunal de origem apresentou fundamentação concreta e idônea, demonstrando prova da materialidade, indícios suficientes de autoria (incluindo depoimentos e confissão) e risco gerado pela liberdade do paciente, em especial pelo descumprimento de medidas protetivas da Lei Maria da Penha, o que evidenciou periculum libertatis e insuficiência das medidas alternativas do art. 319 do CPP; não houve comprovação de vulnerabilidade frente à COVID-19 para justificar prisão domiciliar, razão pela qual manteve-se a prisão preventiva nos termos dos arts. 312 e 313 do CPP.
- Parties
- Paciente/recorrente: JOÃO NETO REIS MACHADO; Órgão a Quo/órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Decisão Monocrática De Mérito
- Outcome
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus (ordem denegada)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Lei N. 11.340/2006 (lei Maria Da Penha), Descumprimento De Medidas Protetivas, Fundamentação Das Decisões Judiciais, Pandemia COVID 19 E Resolução CNJ 62/2020
Case Brief
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Parties
JOÃO NETO REIS MACHADO
Paciente/recorrente
Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão
Órgão a Quo/órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Decisão Monocrática De Mérito
Legal Issues
- 1 Se o decreto de prisão preventiva observou os requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal
- 2 Se havia fundamentação concreta apta a justificar a custódia cautelar
- 3 Se as medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 CPP) seriam suficientes
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque o Tribunal de origem apresentou fundamentação concreta e idônea, demonstrando prova da materialidade, indícios suficientes de autoria (incluindo depoimentos e confissão) e risco gerado pela liberdade do paciente, em especial pelo descumprimento de medidas protetivas da Lei Maria da Penha, o que evidenciou periculum libertatis e insuficiência das medidas alternativas do art. 319 do CPP; não houve comprovação de vulnerabilidade frente à COVID-19 para justificar prisão domiciliar, razão pela qual manteve-se a prisão preventiva nos termos dos arts. 312 e 313 do CPP.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus (ordem denegada)
Orders
- Nego provimento ao recurso
- Intimem-se
Full Case Text
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