HC 546001 - DECISAO
Não se conheceu do habeas corpus em razão do impedimento de sua utilização como substitutivo de recurso ordinário, mas, verificando-se flagrante ilegalidade decorrente da omissão do juiz sentenciante em manifestar-se expressamente sobre a manutenção da prisão preventiva (arts. 312 e 387, §1º do CPP), concedeu-se a ordem de ofício para relaxar a prisão preventiva e permitir ao paciente recorrer em liberdade, ressalvada a possibilidade de nova decretação motivada.
- Parties
- Paciente: RAMON ALISON DA SILVA LIMA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba; Juízo De Origem: Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campina Grande
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito Em Habeas Corpus (relaxamento Da Prisão Preventiva Concedido De Ofício)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; não obstante, ordem concedida de ofício para relaxar a prisão preventiva, permitindo ao paciente recorrer em liberdade, ressalvada a possibilidade de nova decretação da prisão preventiva.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Manutenção Da Prisão Na Sentença, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso, Fundamentação Judicial, Art. 312 CPP, Art. 387, §1º CPP
Case Brief
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Parties
RAMON ALISON DA SILVA LIMA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba
Autoridade Coatora
Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campina Grande
Juízo De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito Em Habeas Corpus (relaxamento Da Prisão Preventiva Concedido De Ofício)
Legal Issues
- 1 Presença dos requisitos para decretação da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
- 2 Obrigação de o juiz, na sentença condenatória, manifestar-se sobre a manutenção da prisão preventiva nos termos do art. 387, §1º do CPP
- 3 Cabimento de habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário e necessidade de flagrante ilegalidade para conhecimento
Ratio Decidendi
Não se conheceu do habeas corpus em razão do impedimento de sua utilização como substitutivo de recurso ordinário, mas, verificando-se flagrante ilegalidade decorrente da omissão do juiz sentenciante em manifestar-se expressamente sobre a manutenção da prisão preventiva (arts. 312 e 387, §1º do CPP), concedeu-se a ordem de ofício para relaxar a prisão preventiva e permitir ao paciente recorrer em liberdade, ressalvada a possibilidade de nova decretação motivada.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; não obstante, ordem concedida de ofício para relaxar a prisão preventiva, permitindo ao paciente recorrer em liberdade, ressalvada a possibilidade de nova decretação da prisão preventiva.
Orders
- Relaxar a prisão preventiva imposta ao paciente RAMON ALISON DA SILVA LIMA
- Permitir que o paciente recorra em liberdade, ressalvada a possibilidade de nova decretação da prisão preventiva
Full Case Text
Judgment text and source record
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