HC 602128 - DECISAO
Houve indícios suficientes de materialidade e autoria e demonstração de periculosidade concreta em razão da gravidade do roubo, do emprego de arma e do concurso de agentes, além da reincidência do paciente e da prática do delito estando em liberdade provisória, o que configura risco de reiteração delitiva. Ademais, não se comprovou desídia estatal injustificada no andamento processual, pois eventual retardamento decorre das medidas adotadas em razão da pandemia, de modo que a manutenção da prisão preventiva revela-se justificada nos termos do art. 312 do CPP.
- Parties
- Paciente: GUILHERME RODRIGO MODESTO DE BARROS BRUNO; Vítima: Fabiano de Borba Constante; Vítima: Karen Aline Zopi; Órgão Prolator Do Acórdão Impugnado: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Fiscal (parecer): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- ordem denegada
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Reincidência, Ordem Pública, Medidas Cautelares
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
GUILHERME RODRIGO MODESTO DE BARROS BRUNO
Paciente
Fabiano de Borba Constante
Vítima
Karen Aline Zopi
Vítima
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Órgão Prolator Do Acórdão Impugnado
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Fiscal (parecer)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Existência dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal para manutenção da prisão preventiva
- 2 Configuração de excesso de prazo na formação da culpa em razão da pandemia e suspensão de atos processuais
- 3 Possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão (prisão domiciliar)
Ratio Decidendi
Houve indícios suficientes de materialidade e autoria e demonstração de periculosidade concreta em razão da gravidade do roubo, do emprego de arma e do concurso de agentes, além da reincidência do paciente e da prática do delito estando em liberdade provisória, o que configura risco de reiteração delitiva. Ademais, não se comprovou desídia estatal injustificada no andamento processual, pois eventual retardamento decorre das medidas adotadas em razão da pandemia, de modo que a manutenção da prisão preventiva revela-se justificada nos termos do art. 312 do CPP.
Court Disposition
ordem denegada
Orders
- DENEGO a ordem de habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment