RHC 146518 - DECISAO
Havendo nos autos representação ministerial e elementos probatórios contemporâneos (prisão em flagrante por posse ilegal de arma durante mandado de busca, informação de reiteração delitiva, ausência de cumprimento de medidas cautelares e indícios de atuação em milícia), restou demonstrado o periculum libertatis e os requisitos do art. 312 do CPP; não se configurou excesso de prazo, diante da pendência de retorno de carta precatória e dos efeitos da pandemia; assim, manteve-se a prisão preventiva e denegou-se o habeas corpus.
- Parties
- Paciente/recorrente: Jeorge da Silva; Impetrante: Raiane Silva de Jesus; Autoridade Coatora: Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Paulo Afonso/BA; Órgão Julgador Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado da Bahia; Representante Ministerial: Ministério Público do Estado da Bahia; Assistência/defensoria: Defensoria Pública do Estado da Bahia; Corréu: Douglas Maciel da Silva; Corréu: Thiago Ferreira da Silva
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (nego Provimento)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Requisitos Do Art. 312 Do CPP, Medidas Cautelares Diversas (art. 319 Do Cpp), Desmembramento Do Feito, Negativa De Autoria, Presunção De Inocência, Dignidade Da Pessoa Humana
Case Brief
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Parties
Jeorge da Silva
Paciente/recorrente
Raiane Silva de Jesus
Impetrante
Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Paulo Afonso/BA
Autoridade Coatora
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
Órgão Julgador Recorrido
Ministério Público do Estado da Bahia
Representante Ministerial
Defensoria Pública do Estado da Bahia
Assistência/defensoria
Douglas Maciel da Silva
Corréu
Thiago Ferreira da Silva
Corréu
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (nego Provimento)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva decretada em novembro de 2020
- 2 presença de periculum libertatis e fumus commissi delicti
- 3 suficiência da fundamentação do decreto prisional nos termos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Havendo nos autos representação ministerial e elementos probatórios contemporâneos (prisão em flagrante por posse ilegal de arma durante mandado de busca, informação de reiteração delitiva, ausência de cumprimento de medidas cautelares e indícios de atuação em milícia), restou demonstrado o periculum libertatis e os requisitos do art. 312 do CPP; não se configurou excesso de prazo, diante da pendência de retorno de carta precatória e dos efeitos da pandemia; assim, manteve-se a prisão preventiva e denegou-se o habeas corpus.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso.
Orders
- Nego provimento ao recurso.
- Recomendo ao Juízo processante que revise a necessidade da manutenção da prisão, nos termos do art. 316 do Código de Processo Penal (Lei n. 13.964/2019).
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