HC 648514 - ACORDAO
Houve fundamentação contemporânea e idônea para a decretação da prisão preventiva em razão da periculosidade concreta do acusado, demonstrada pelo modus operandi (violência desmedida, depredação, ofensa racial) e pela possibilidade de risco à ordem pública; as circunstâncias não são meramente inerentes ao tipo penal e indiquem insuficiência de medidas cautelares diversas; o lapso temporal desde a prisão preventiva (a partir de 5/5/2020, inferior a um ano) não configura excesso de prazo diante da complexidade do feito e da necessidade de aditamento da denúncia pela evolução das lesões, de modo que o agravo regimental deve ser negado.
- Parties
- Agravante: JOÃO RAFAEL COUTINHO DOS SANTOS; Co Denunciado: LUCAS DE SOUZA VIEIRA; Vítima: Paulo Sérgio Breu da Silva; Policial Militar/ofendido: Alan Rodrigo Batista Costa; Manifestante/órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Agravo Regimental
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Roubo, Lesão Corporal, Injúria Racial, Dano, Mutatio Libelli, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
JOÃO RAFAEL COUTINHO DOS SANTOS
Agravante
LUCAS DE SOUZA VIEIRA
Co Denunciado
Paulo Sérgio Breu da Silva
Vítima
Alan Rodrigo Batista Costa
Policial Militar/ofendido
Ministério Público Federal
Manifestante/órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Agravo Regimental
Legal Issues
- 1 fundamentação da prisão preventiva
- 2 caracterização de excesso de prazo
- 3 insuficiência de medidas cautelares diversas
Ratio Decidendi
Houve fundamentação contemporânea e idônea para a decretação da prisão preventiva em razão da periculosidade concreta do acusado, demonstrada pelo modus operandi (violência desmedida, depredação, ofensa racial) e pela possibilidade de risco à ordem pública; as circunstâncias não são meramente inerentes ao tipo penal e indiquem insuficiência de medidas cautelares diversas; o lapso temporal desde a prisão preventiva (a partir de 5/5/2020, inferior a um ano) não configura excesso de prazo diante da complexidade do feito e da necessidade de aditamento da denúncia pela evolução das lesões, de modo que o agravo regimental deve ser negado.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão agravada que decretou a prisão preventiva
Full Case Text
Judgment text and source record
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