RHC 141885 - DECISAO

RHC 141885 - DECISAO

A prisão preventiva foi mantida porque o decreto está devidamente motivado nos termos do art. 312 do CPP: há prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria (auto de apreensão, laudo pericial, depoimentos, localização dos tabletes de cocaína no veículo, valores apreendidos, indicação do local pelo coautor e evasão do recorrente), além da reiteração delitiva e antecedente do paciente em cumprimento de pena com tornozeleira eletrônica, o que demonstra periculum libertatis e justifica a garantia da ordem pública; ademais, não cabe reexaminar a negativa de autoria via habeas corpus e a Recomendação CNJ 62/2020 não autoriza automaticamente a prisão domiciliar.

Parties
Recorrente: MARLON SOUZA BARBA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia; Interveniente: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
30 April 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Decisão Denegatória
Outcome
nego provimento ao recurso
Legal Topics
Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares Diversas, Prisão Domiciliar, Presunção De Inocência, Covid 19 E Recomendações Do CNJ, Reexame Do Conjunto Fático Probatório

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 13 Party arguments 2 Amounts and remedies 4
Sign in to unlock

Parties

MARLON SOUZA BARBA

Recorrente

Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia

Autoridade Coatora

Ministério Público Federal

Interveniente

Procedural Posture

Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Decisão Denegatória

  1. 1 Aplicabilidade dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação da prisão preventiva
  2. 2 Possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas ou prisão domiciliar em razão da pandemia de Covid-19
  3. 3 Inadequação do habeas corpus para reexame de matéria de prova ou negativa de autoria

Ratio Decidendi

A prisão preventiva foi mantida porque o decreto está devidamente motivado nos termos do art. 312 do CPP: há prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria (auto de apreensão, laudo pericial, depoimentos, localização dos tabletes de cocaína no veículo, valores apreendidos, indicação do local pelo coautor e evasão do recorrente), além da reiteração delitiva e antecedente do paciente em cumprimento de pena com tornozeleira eletrônica, o que demonstra periculum libertatis e justifica a garantia da ordem pública; ademais, não cabe reexaminar a negativa de autoria via habeas corpus e a Recomendação CNJ 62/2020 não autoriza automaticamente a prisão domiciliar.

Court Disposition

nego provimento ao recurso

Orders

  • Nego provimento ao recurso.
  • Publique-se.