HC 614675 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus porque sobreveio sentença condenatória que manteve a custódia cautelar e trouxe fundamentos novos a justificar a prisão preventiva, os quais devem ser previamente examinados pelo Tribunal de origem para evitar supressão de instância; além disso, a pandemia da COVID-19 não autoriza, por si só, a revogação da prisão preventiva sem comprovação de inserção do paciente no grupo de risco previsto na Recomendação n. 62/2020 do CNJ.
- Parties
- Paciente: DANIEL DE SOUZA JUNIOR; Órgão Julgador De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Interessado (manifestação Nos Autos): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 May 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso / Decisão De Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Do Writ)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Habeas Corpus, Medidas Cautelares Alternativas, Pandemia COVID 19, Recomendação CNJ 62/2020, Sentença Condenatória Superveniente
Case Brief
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Parties
DANIEL DE SOUZA JUNIOR
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão Julgador De Origem
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interessado (manifestação Nos Autos)
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso / Decisão De Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Do Writ)
Legal Issues
- 1 ausência de fundamentação idônea da prisão preventiva (art. 312 do CPP)
- 2 substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas (art. 319 do CPP)
- 3 efeitos da pandemia/CNJ Recomendação 62/2020 sobre revogação de prisões preventivas
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus porque sobreveio sentença condenatória que manteve a custódia cautelar e trouxe fundamentos novos a justificar a prisão preventiva, os quais devem ser previamente examinados pelo Tribunal de origem para evitar supressão de instância; além disso, a pandemia da COVID-19 não autoriza, por si só, a revogação da prisão preventiva sem comprovação de inserção do paciente no grupo de risco previsto na Recomendação n. 62/2020 do CNJ.
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