HC 664173 - DECISAO
Verificou-se que o tempo de prisão cautelar (cerca de 2 anos e 6 meses) era desproporcional em relação à pena imposta (3 anos, 1 mês e 10 dias), aproximando-se da totalidade da pena e evidenciando violação ao princípio da homogeneidade/proporcionalidade; considerando também a impossibilidade de agravamento da pena (certificação de trânsito em julgado para o Ministério Público em 19/03/2019), concluiu-se pela existência de ilegalidade flagrante e, por isso, concedeu-se de ofício a ordem para relaxar a prisão preventiva, ressalvando-se a aplicação de outras medidas cautelares.
- Parties
- Paciente: ANDERSON THOMAS MAIA; Impetrado: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 May 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, concede-se de ofício a ordem para relaxar a prisão preventiva do paciente, ressalvando a possibilidade de aplicação de outras medidas cautelares, salvo se por outro motivo estiver preso.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Prisão Domiciliar, Conversão De Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Alternativas, Princípio Da Proporcionalidade/homogeneidade, Direito De Locomoção
Case Brief
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Parties
ANDERSON THOMAS MAIA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para julgamento do recurso de apelação
- 2 manutenção da prisão preventiva e necessidade de seus requisitos (art.312 CPP)
- 3 possibilidade de conversão da preventiva em medidas cautelares alternativas (art.319 CPP)
Ratio Decidendi
Verificou-se que o tempo de prisão cautelar (cerca de 2 anos e 6 meses) era desproporcional em relação à pena imposta (3 anos, 1 mês e 10 dias), aproximando-se da totalidade da pena e evidenciando violação ao princípio da homogeneidade/proporcionalidade; considerando também a impossibilidade de agravamento da pena (certificação de trânsito em julgado para o Ministério Público em 19/03/2019), concluiu-se pela existência de ilegalidade flagrante e, por isso, concedeu-se de ofício a ordem para relaxar a prisão preventiva, ressalvando-se a aplicação de outras medidas cautelares.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, concede-se de ofício a ordem para relaxar a prisão preventiva do paciente, ressalvando a possibilidade de aplicação de outras medidas cautelares, salvo se por outro motivo estiver preso.
Orders
- Relaxar a prisão preventiva do paciente
- Comunicar, com urgência, ao Tribunal impetrado e ao Juízo de primeiro grau, encaminhando-lhes o inteiro teor da presente decisão
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