RHC 146494 - DECISAO
A manutenção da prisão preventiva foi confirmada porque a decisão que a converteu do flagrante em prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos (laudo pericial, depoimentos, confissão da vítima, pagamento de resgate) que demonstram materialidade, indícios de autoria, gravidade concreta e modus operandi violento (tortura com choque elétrico), justificando o risco à ordem pública. A condição de gestante não garante, de forma absoluta, a prisão domiciliar quando o delito envolveu violência ou grave ameaça, e não houve prova nos autos de condições insalubres da carceragem ou de falta de acompanhamento médico que justificassem a substituição da medida.
- Parties
- Recorrente/paciente: SAMYRA OLIVEIRA MACHADO; Advogado/impetrante: RANGEL CAMILO FARIAS; Autoridade Coatora: Dr. Júlio Gonçalves da Silva Júnior; Tribunal Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado da Bahia; Manifestante: Procuradoria de Justiça; Manifestante: Ministério Público Federal; Vítima: Monielle Santana Fiúza; Investigado/coautor (mencionado): Antonio Anselmo de Souza Junior
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 May 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Recurso Não Provido (negado Provimento)
- Outcome
- recurso ordinário em habeas corpus negado (não provido)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Extorsão Mediante Sequestro, Prisão Domiciliar Para Gestante, Audiência De Custódia, Pandemia (covid 19) E Impactos No Cárcere, Art. 312 E Art. 318 a Do CPP
Case Brief
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Parties
SAMYRA OLIVEIRA MACHADO
Recorrente/paciente
RANGEL CAMILO FARIAS
Advogado/impetrante
Dr. Júlio Gonçalves da Silva Júnior
Autoridade Coatora
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
Tribunal Recorrido
Procuradoria de Justiça
Manifestante
Ministério Público Federal
Manifestante
Monielle Santana Fiúza
Vítima
Antonio Anselmo de Souza Junior
Investigado/coautor (mencionado)
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Recurso Não Provido (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Se a condição de gestante autoriza, de forma absoluta, a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar
- 2 Se a manutenção da prisão preventiva está devidamente fundamentada nos requisitos do art. 312 do CPP
- 3 Se a ausência de audiência de custódia, em razão da pandemia de COVID-19, torna ilegal a prisão
Ratio Decidendi
A manutenção da prisão preventiva foi confirmada porque a decisão que a converteu do flagrante em prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos (laudo pericial, depoimentos, confissão da vítima, pagamento de resgate) que demonstram materialidade, indícios de autoria, gravidade concreta e modus operandi violento (tortura com choque elétrico), justificando o risco à ordem pública. A condição de gestante não garante, de forma absoluta, a prisão domiciliar quando o delito envolveu violência ou grave ameaça, e não houve prova nos autos de condições insalubres da carceragem ou de falta de acompanhamento médico que justificassem a substituição da medida.
Court Disposition
recurso ordinário em habeas corpus negado (não provido)
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
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