HC 666114 - DECISAO
Não se conhece do habeas corpus porque não se evidenciou flagrante ilegalidade capaz de autorizar a concessão da ordem de ofício. As decisões de primeiro e segundo grau demonstraram fundamentação concreta para a decretação e manutenção da prisão preventiva (gravidade concreta, ameaça a testemunhas, reincidência), inexistindo fatos novos que justificassem a soltura; ademais, a obrigação de reavaliar a prisão a cada 90 dias cabe ao órgão que decretou a medida e cessa com a prolação da sentença e a atuação prevista no §1º do art. 387 do CPP; por fim, a via eleita não é adequada para substituir recurso próprio.
- Parties
- Paciente: PAULO RODRIGUES DE SOUZA; Tribunal a Quo: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Parte Interventora/ministerio Publico: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça Não Conhecimento Do Writ
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus (ordem denegada)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Direito De Recorrer Em Liberdade, Regime Semiaberto, Reavaliação Periódica Da Custódia (art. 316 Cpp), Art. 312 CPP
Case Brief
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Parties
PAULO RODRIGUES DE SOUZA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Tribunal a Quo
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Parte Interventora/ministerio Publico
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça Não Conhecimento Do Writ
Legal Issues
- 1 compatibilidade entre regime semiaberto fixado na sentença e manutenção da prisão preventiva
- 2 fundamentação idônea para negativa do direito de apelar em liberdade com base no art.312 do CPP
- 3 obrigação de reavaliação da prisão preventiva a cada 90 dias (art.316, parágrafo único) e seu alcance após a sentença
Ratio Decidendi
Não se conhece do habeas corpus porque não se evidenciou flagrante ilegalidade capaz de autorizar a concessão da ordem de ofício. As decisões de primeiro e segundo grau demonstraram fundamentação concreta para a decretação e manutenção da prisão preventiva (gravidade concreta, ameaça a testemunhas, reincidência), inexistindo fatos novos que justificassem a soltura; ademais, a obrigação de reavaliar a prisão a cada 90 dias cabe ao órgão que decretou a medida e cessa com a prolação da sentença e a atuação prevista no §1º do art. 387 do CPP; por fim, a via eleita não é adequada para substituir recurso próprio.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus (ordem denegada)
Orders
- Indeferida a liminar
- Publique-se
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