HC 652886 - DECISAO

HC 652886 - DECISAO

Concluiu-se que, após a Lei n. 13.694/2019 e diante do entendimento firmado pela Terceira Seção, não é lícita a conversão de ofício da prisão em flagrante em preventiva; portanto, revogou-se a decisão que decretou a prisão preventiva, admitindo-se nova decretação apenas se devidamente motivada e precedida de requerimento do Ministério Público ou de representação da autoridade policial.

Parties
Paciente: ROBITI WILLHA ALVES LARA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
31 May 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Outcome
Concedo a ordem para, confirmando a liminar, revogar a decisão que decretou a prisão preventiva, sem prejuízo que outra seja proferida, desde que devidamente motivada e precedida de requerimento do Ministério Público ou de representação da autoridade policial.
Legal Topics
Prisão Preventiva, Prisão Em Flagrante, Conversão De Prisão, Fundamentação Da Prisão, Habeas Corpus

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Parties

ROBITI WILLHA ALVES LARA

Paciente

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão

  1. 1 Ilegalidade da conversão de ofício da prisão em flagrante em prisão preventiva
  2. 2 Efeito das inovações introduzidas pela Lei n. 13.694/2019 sobre a competência do juiz para converter prisão em flagrante
  3. 3 Exigência de fundamentação concreta para a custódia preventiva

Ratio Decidendi

Concluiu-se que, após a Lei n. 13.694/2019 e diante do entendimento firmado pela Terceira Seção, não é lícita a conversão de ofício da prisão em flagrante em preventiva; portanto, revogou-se a decisão que decretou a prisão preventiva, admitindo-se nova decretação apenas se devidamente motivada e precedida de requerimento do Ministério Público ou de representação da autoridade policial.

Court Disposition

Concedo a ordem para, confirmando a liminar, revogar a decisão que decretou a prisão preventiva, sem prejuízo que outra seja proferida, desde que devidamente motivada e precedida de requerimento do Ministério Público ou de representação da autoridade policial.

Orders

  • Revogar a decisão que decretou a prisão preventiva, confirmando a liminar.
  • Comunicar com urgência o inteiro teor desta decisão ao Magistrado de primeiro grau e à autoridade apontada como coatora.