HC 654729 - DECISAO
Com base nas alterações introduzidas pela Lei n. 13.964/2019 e na jurisprudência do STF e do STJ, a conversão da prisão em flagrante em preventiva realizada de ofício pelo juízo de primeiro grau, sem prévia representação ou requerimento dos legitimados, é inválida; no caso concreto a conversão ocorreu após a vigência da Lei n. 13.964/2019 e o Ministério Público estadual havia se manifestado pela liberdade provisória, razão pela qual se anulou a conversão e se assegurou ao paciente o direito de aguardar em liberdade, ressalvadas hipóteses legais que autorizem nova decretação mediante requerimento.
- Parties
- Paciente: JHONATAN NUNES TEIXEIRA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 June 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva e assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade, com ressalvas previstas.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Medidas Cautelares, Lei Anticrime (lei N. 13.964/2019), Audiência De Custódia
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JHONATAN NUNES TEIXEIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 possibilidade de conversão de prisão em flagrante em preventiva de ofício após Lei n. 13.964/2019
- 2 necessidade de prévio requerimento do Ministério Público, do querelante ou de seu assistente, ou representação da autoridade policial para a conversão (art. 310, CPP)
- 3 adequação do habeas corpus para correção ex officio de flagrante constrangimento ilegal nos termos do art. 654, § 2º, do CPP
Ratio Decidendi
Com base nas alterações introduzidas pela Lei n. 13.964/2019 e na jurisprudência do STF e do STJ, a conversão da prisão em flagrante em preventiva realizada de ofício pelo juízo de primeiro grau, sem prévia representação ou requerimento dos legitimados, é inválida; no caso concreto a conversão ocorreu após a vigência da Lei n. 13.964/2019 e o Ministério Público estadual havia se manifestado pela liberdade provisória, razão pela qual se anulou a conversão e se assegurou ao paciente o direito de aguardar em liberdade, ressalvadas hipóteses legais que autorizem nova decretação mediante requerimento.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva e assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade, com ressalvas previstas.
Orders
- Anular a conversão do flagrante em prisão preventiva em desfavor do paciente
- Assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade, ressalvadas a possibilidade de nova decretação da prisão ou a aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP desde que precedidas de requerimento, bem como as hipóteses de cumprimento de pena em outro processo ou de existência de mandado de prisão
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment