RHC 148992 - DECISAO
A manutenção da custódia cautelar foi devidamente fundamentada com base em elementos concretos constantes dos autos: gravidade dos crimes (três homicídios qualificados), modus operandi, risco de fuga e indícios de contumácia delitiva (existência de ações penais em curso em outro Estado), sendo, portanto, legítima a recusa do direito de apelar em liberdade e não constatado constrangimento ilegal; além disso, a Câmara que rejeitou os embargos assumiu condição de autoridade coatora, impedindo revisão de seu próprio julgado por habeas corpus interposto perante ela.
- Parties
- Paciente/impetrante: FRANCISCO RENATO PEREIRA JUNIOR; Autoridade Coatora/órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba; Co Réu: JOSÉ ALÊNIO LEAL BEZERRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 June 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Pelo Superior Tribunal De Justiça (nega Provimento)
- Outcome
- nego provimento ao recurso
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Execução Antecipada Da Pena, Direito De Recorrer Em Liberdade, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
FRANCISCO RENATO PEREIRA JUNIOR
Paciente/impetrante
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba
Autoridade Coatora/órgão Julgador
JOSÉ ALÊNIO LEAL BEZERRA
Co Réu
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Pelo Superior Tribunal De Justiça (nega Provimento)
Legal Issues
- 1 legitimidade da manutenção da custódia cautelar após condenação pelo Tribunal do Júri
- 2 necessidade de fundamentação concreta para decretação e manutenção da prisão preventiva (periculum libertatis)
- 3 possibilidade de execução imediata da pena em razão de condenação pelo Júri versus vedação à execução automática
Ratio Decidendi
A manutenção da custódia cautelar foi devidamente fundamentada com base em elementos concretos constantes dos autos: gravidade dos crimes (três homicídios qualificados), modus operandi, risco de fuga e indícios de contumácia delitiva (existência de ações penais em curso em outro Estado), sendo, portanto, legítima a recusa do direito de apelar em liberdade e não constatado constrangimento ilegal; além disso, a Câmara que rejeitou os embargos assumiu condição de autoridade coatora, impedindo revisão de seu próprio julgado por habeas corpus interposto perante ela.
Court Disposition
nego provimento ao recurso
Orders
- Cientifique-se o Ministério Público Federal
- Intimem-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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