RHC 149950 - DECISAO
O relator conheceu parcialmente do recurso, verificou deficiência de instrução (ausência da cópia do decreto prisional) e, no exame de mérito, concluiu que não há flagrante ilegalidade a ser sanada: a prisão preventiva estava fundamentada por indícios (reconhecimento das vítimas, posse da res furtiva e modus operandi) e a conversão do flagrante em preventiva constitui novo título superando eventual nulidade do flagrante/audiência de custódia; ademais, a reavaliação da custódia prevista no art. 316 do CPP foi realizada em 31/05/2021, e o alegado excesso de prazo não se mostrou injustificável à luz da jurisprudência que aplica o princípio da razoabilidade. Assim, negou provimento ao recurso.
- Parties
- Paciente: FRANCISCO ANTÔNIO DE MENECH RIBEIRO DOS SANTOS; Órgão Julgador a Quo: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Ceará; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator (conhecimento Parcial E Negar Provimento)
- Outcome
- conheço parcialmente do recurso ordinário em habeas corpus e nego-lhe provimento
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Revisão Da Prisão a Cada 90 Dias (art. 316, Parágrafo Único, Cpp), Audiência De Custódia, Nulidade Processual, Reconhecimento De Autoria, Roubo Majorado, Receptação
Case Brief
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Parties
FRANCISCO ANTÔNIO DE MENECH RIBEIRO DOS SANTOS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Ceará
Órgão Julgador a Quo
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator (conhecimento Parcial E Negar Provimento)
Legal Issues
- 1 ausência de cópia da decisão que decretou a prisão preventiva (deficiência de instrução)
- 2 se a não realização da audiência de custódia gera nulidade automática
- 3 se houve excesso de prazo na formação da culpa
Ratio Decidendi
O relator conheceu parcialmente do recurso, verificou deficiência de instrução (ausência da cópia do decreto prisional) e, no exame de mérito, concluiu que não há flagrante ilegalidade a ser sanada: a prisão preventiva estava fundamentada por indícios (reconhecimento das vítimas, posse da res furtiva e modus operandi) e a conversão do flagrante em preventiva constitui novo título superando eventual nulidade do flagrante/audiência de custódia; ademais, a reavaliação da custódia prevista no art. 316 do CPP foi realizada em 31/05/2021, e o alegado excesso de prazo não se mostrou injustificável à luz da jurisprudência que aplica o princípio da razoabilidade. Assim, negou provimento ao recurso.
Court Disposition
conheço parcialmente do recurso ordinário em habeas corpus e nego-lhe provimento
Orders
- Conheço parcialmente do recurso ordinário em habeas corpus
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Full Case Text
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