RHC 153123 - ACORDAO
A SEXTA TURMA negou provimento ao agravo regimental porque a prisão preventiva estava fundamentada de forma concreta e idônea nos termos do art. 312 do CPP, em razão da gravidade concreta do homicídio qualificado, do modus operandi e do suposto pertencimento a organização criminosa, circunstâncias que justificam a manutenção da custódia na reavaliação nonagesimal sem necessidade de novos fatos; e porque não houve comprovação médica atual suficiente para autorizar a conversão em prisão domiciliar nos termos do art. 318 do CPP e da Recomendação 62/2020 do CNJ, além da inaplicabilidade da recomendação a delito praticado com violência à pessoa.
- Parties
- Agravante: JOSÉ MACIEL DINIZ NETO; Acusado: FRANCISCO ERNANDO DA SILVA; Acusado: FRANCISCO MARCELO MORAIS; Acusado: EDER SOARES BEZERRA; Acusado: LUIZ DEURISVAN
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Colegiada (negado Provimento Ao Agravo Regimental Pela SEXTA Turma)
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Medidas Cautelares, Reavaliação Nonagesimal, Organização Criminosa, Garantia Da Ordem Pública
Case Brief
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Parties
JOSÉ MACIEL DINIZ NETO
Agravante
FRANCISCO ERNANDO DA SILVA
Acusado
FRANCISCO MARCELO MORAIS
Acusado
EDER SOARES BEZERRA
Acusado
LUIZ DEURISVAN
Acusado
Procedural Posture
Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Colegiada (negado Provimento Ao Agravo Regimental Pela SEXTA Turma)
Legal Issues
- 1 Fundamentação concreta da prisão preventiva (art. 312 CPP)
- 2 Manutenção da prisão preventiva na reanálise a cada 90 dias
- 3 Conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar (art. 318 CPP e Recomendação 62/2020 CNJ)
Ratio Decidendi
A SEXTA TURMA negou provimento ao agravo regimental porque a prisão preventiva estava fundamentada de forma concreta e idônea nos termos do art. 312 do CPP, em razão da gravidade concreta do homicídio qualificado, do modus operandi e do suposto pertencimento a organização criminosa, circunstâncias que justificam a manutenção da custódia na reavaliação nonagesimal sem necessidade de novos fatos; e porque não houve comprovação médica atual suficiente para autorizar a conversão em prisão domiciliar nos termos do art. 318 do CPP e da Recomendação 62/2020 do CNJ, além da inaplicabilidade da recomendação a delito praticado com violência à pessoa.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a prisão preventiva do acusado
Full Case Text
Judgment text and source record
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