RHC 192292 - DECISAO
A ordem em habeas corpus foi negada porque a prisão preventiva do paciente foi decretada após prévia representação da autoridade policial e ratificação pelo Ministério Público, não configurando atuação ex officio; a custódia preventiva foi devidamente fundamentada segundo os vetores do art. 312 do CPP (gravidade concreta, periculosidade, risco à ordem pública), e a alegação de ausência ou deficiência de defesa não se confirmou por ausência de demonstração de prejuízo concreto nos termos da Súmula 523/STF e do art. 563 do CPP. Ademais, a atuação da magistrada na audiência, ao advertir e inquirir a testemunha, foi considerada dentro de seus poderes para garantir a idoneidade do depoimento.
- Parties
- Paciente: Paciente; Testemunha: Sra. Sidineia; Advogado: Gilmar Brito dos Santos; Advogado: Dêivide Santos de Souza; Ministério Público: Ministério Público; Defensoria Pública: Defensoria Pública; Juíza: Juíza Presidente do Plenário do Júri
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Decisão Denegada
- Outcome
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Nulidade Processual, Deficiência De Defesa, Sistema Acusatório, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Paciente
Paciente
Sra. Sidineia
Testemunha
Gilmar Brito dos Santos
Advogado
Dêivide Santos de Souza
Advogado
Ministério Público
Ministério Público
Defensoria Pública
Defensoria Pública
Juíza Presidente do Plenário do Júri
Juíza
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Decisão Denegada
Legal Issues
- 1 decretação de prisão preventiva sem pedido expresso das partes
- 2 nulidade por ausência ou deficiência de defesa e necessidade de prova do prejuízo (Súmula 523/STF)
- 3 atuação da magistrada na audiência e suposta parcialidade/constrangimento de testemunha
Ratio Decidendi
A ordem em habeas corpus foi negada porque a prisão preventiva do paciente foi decretada após prévia representação da autoridade policial e ratificação pelo Ministério Público, não configurando atuação ex officio; a custódia preventiva foi devidamente fundamentada segundo os vetores do art. 312 do CPP (gravidade concreta, periculosidade, risco à ordem pública), e a alegação de ausência ou deficiência de defesa não se confirmou por ausência de demonstração de prejuízo concreto nos termos da Súmula 523/STF e do art. 563 do CPP. Ademais, a atuação da magistrada na audiência, ao advertir e inquirir a testemunha, foi considerada dentro de seus poderes para garantir a idoneidade do depoimento.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso em habeas corpus.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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