HC 865844 - DECISAO
Houve constrangimento ilegal porque, após anulação da sentença desde a instrução probatória e sem previsão de nova instrução ou julgamento, o paciente permaneceu recolhido cautelarmente por mais da metade da pena imposta, e as instâncias ordinárias não reexaminaram a necessidade da custódia; por isso, é adequada a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos gravosas, devendo o Tribunal a quo fixá-las, e a ordem de habeas corpus foi concedida com fundamento no art. 34, inciso XX do Regimento Interno do STJ.
- Parties
- Paciente: JONATHAN FRANCISCO DA SILVA; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - 4ª Câmara Criminal; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal; Juiz De Primeiro Grau: Magistrado singular
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Da Ordem
- Outcome
- Ordem de habeas corpus concedida para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar a aplicação de medidas cautelares alternativas a serem fixadas pelo Tribunal a quo.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Nulidade Processual Por Falha Em Gravação Audiovisual, Excesso De Prazo De Custódia, Substituição Da Prisão Por Medidas Cautelares Alternativas, Ne Reformatio in Pejus
Case Brief
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Parties
JONATHAN FRANCISCO DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - 4ª Câmara Criminal
Tribunal a Quo
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Magistrado singular
Juiz De Primeiro Grau
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Da Ordem
Legal Issues
- 1 manutenção da prisão preventiva após anulação da sentença a partir da instrução probatória
- 2 excesso de prazo da custódia preventiva
- 3 competência para reexame da necessidade da prisão durante fase recursal
Ratio Decidendi
Houve constrangimento ilegal porque, após anulação da sentença desde a instrução probatória e sem previsão de nova instrução ou julgamento, o paciente permaneceu recolhido cautelarmente por mais da metade da pena imposta, e as instâncias ordinárias não reexaminaram a necessidade da custódia; por isso, é adequada a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos gravosas, devendo o Tribunal a quo fixá-las, e a ordem de habeas corpus foi concedida com fundamento no art. 34, inciso XX do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Ordem de habeas corpus concedida para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar a aplicação de medidas cautelares alternativas a serem fixadas pelo Tribunal a quo.
Orders
- Revogar a prisão preventiva do paciente
- Aplicar medidas cautelares alternativas, a serem fixadas pelo Tribunal a quo
Full Case Text
Judgment text and source record
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