HC 948212 - DECISAO
Embora o Tribunal estadual tenha mantido a prisão preventiva por considerar presentes riscos à ordem pública em razão da gravidade concreta e da conduta do paciente, o relator concluiu que não foi demonstrada a imprescindibilidade da medida extrema: a quantidade de droga apreendida foi considerada pequena, não houve violência ou grave ameaça, e o risco de reiteração delitiva pode ser contido por medidas cautelares menos gravosas. Assim, por ausência de prova de necessidade absoluta da prisão preventiva, a ordem foi concedida de ofício para revogar a prisão e determinar a aplicação de cautelares alternativas a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: KAIQUE LEONARDO PEREIRA RODRIGUES; Acusada: MARIA CLARA SOUZA AMORIM
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática: Não Conheço Do Habeas Corpus; Concessão De Ofício Da Ordem Para Revogar Prisão Preventiva
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva do paciente, mediante outras medidas cautelares a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares Alternativas, Prova Da Materialidade E Indícios De Autoria, Constrangimento Ilegal, Jurisprudência Sobre Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
KAIQUE LEONARDO PEREIRA RODRIGUES
Paciente
MARIA CLARA SOUZA AMORIM
Acusada
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática: Não Conheço Do Habeas Corpus; Concessão De Ofício Da Ordem Para Revogar Prisão Preventiva
Legal Issues
- 1 presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretar prisão preventiva
- 2 suficiência da prova da materialidade e indícios de autoria
- 3 adequação de medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 CPP)
Ratio Decidendi
Embora o Tribunal estadual tenha mantido a prisão preventiva por considerar presentes riscos à ordem pública em razão da gravidade concreta e da conduta do paciente, o relator concluiu que não foi demonstrada a imprescindibilidade da medida extrema: a quantidade de droga apreendida foi considerada pequena, não houve violência ou grave ameaça, e o risco de reiteração delitiva pode ser contido por medidas cautelares menos gravosas. Assim, por ausência de prova de necessidade absoluta da prisão preventiva, a ordem foi concedida de ofício para revogar a prisão e determinar a aplicação de cautelares alternativas a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva do paciente, mediante outras medidas cautelares a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva do paciente, mediante outras medidas cautelares a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
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