RHC 208742 - DECISAO
A manutenção da prisão preventiva não se encontra suficientemente fundamentada por elementos concretos que demonstrem risco efetivo à ordem pública, risco de reiteração ou de fuga; a motivação das instâncias ordinárias foi genérica, baseada na gravidade abstrata do delito e em conjecturas sobre periculosidade, o que é insuficiente para justificar a cautela máxima, especialmente considerando que o réu é primário e possui bons antecedentes; por isso, deu-se provimento ao recurso ordinário para revogar a prisão preventiva, ressalvando a possibilidade de nova decretação mediante demonstração concreta da necessidade ou imposição de medidas cautelares fundamentadas nos arts. 282 e 319 do CPP.
- Parties
- Paciente/recorrente: ANTONIO DOUGLAS OLIVEIRA BARROS; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Decisão De Provimento/revogação Da Prisão Preventiva
- Outcome
- Provido o recurso ordinário para revogar a prisão preventiva do recorrente.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Fundamentação Concreta, Medidas Cautelares, Garantia Da Ordem Pública, Conveniência Da Instrução Criminal
Case Brief
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Parties
ANTONIO DOUGLAS OLIVEIRA BARROS
Paciente/recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Prolator Do Acórdão
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Decisão De Provimento/revogação Da Prisão Preventiva
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva
- 2 exigência de fundamentação concreta para manutenção da custódia cautelar
- 3 adequação de medidas cautelares diversas da prisão
Ratio Decidendi
A manutenção da prisão preventiva não se encontra suficientemente fundamentada por elementos concretos que demonstrem risco efetivo à ordem pública, risco de reiteração ou de fuga; a motivação das instâncias ordinárias foi genérica, baseada na gravidade abstrata do delito e em conjecturas sobre periculosidade, o que é insuficiente para justificar a cautela máxima, especialmente considerando que o réu é primário e possui bons antecedentes; por isso, deu-se provimento ao recurso ordinário para revogar a prisão preventiva, ressalvando a possibilidade de nova decretação mediante demonstração concreta da necessidade ou imposição de medidas cautelares fundamentadas nos arts. 282 e 319 do CPP.
Court Disposition
Provido o recurso ordinário para revogar a prisão preventiva do recorrente.
Orders
- Confirmada a liminar.
- Revogada a prisão preventiva de ANTONIO DOUGLAS OLIVEIRA BARROS.
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