HC 969899 - DECISAO

HC 969899 - DECISAO

A ordem foi denegada porque, à luz da jurisprudência do STJ que exige juízo de razoabilidade e consideração das peculiaridades do caso, a prisão preventiva do paciente, cumprida por menos de 10 meses, não configura excesso de prazo, em especial considerando a pena privativa de liberdade determinada na sentença (superior a 8 anos) e as circunstâncias processuais; determinou-se, porém, oficiar ao Tribunal de origem para priorizar o julgamento da apelação e reexaminar a necessidade da prisão preventiva, nos termos do art. 316, parágrafo único, do CPP, com fundamento no art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ.

Parties
Paciente: CARLOS IVAN ANDRADE PINTO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 February 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória
Outcome
ordem denegada
Legal Topics
Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Apelação Criminal, Prioridade De Julgamento

Case Brief

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Parties

CARLOS IVAN ANDRADE PINTO

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Denegatória

  1. 1 excesso de prazo na tramitação da apelação criminal
  2. 2 manutenção e reavaliação da prisão preventiva
  3. 3 critério de proporcionalidade temporal da prisão cautelar

Ratio Decidendi

A ordem foi denegada porque, à luz da jurisprudência do STJ que exige juízo de razoabilidade e consideração das peculiaridades do caso, a prisão preventiva do paciente, cumprida por menos de 10 meses, não configura excesso de prazo, em especial considerando a pena privativa de liberdade determinada na sentença (superior a 8 anos) e as circunstâncias processuais; determinou-se, porém, oficiar ao Tribunal de origem para priorizar o julgamento da apelação e reexaminar a necessidade da prisão preventiva, nos termos do art. 316, parágrafo único, do CPP, com fundamento no art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ.

Court Disposition

ordem denegada

Orders

  • Denego a ordem de habeas corpus, nos termos do art. 34, XX, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
  • Oficie-se ao Tribunal de origem com recomendação de que confira prioridade ao julgamento da apelação e reexamine a necessidade de manutenção da prisão preventiva do paciente, nos termos do art. 316, parágrafo único, do CPP.