RHC 212333 - DECISAO
A manutenção da prisão preventiva foi considerada legítima porque, no exame dos autos, estavam presentes prova da materialidade, indícios suficientes de autoria e periculum libertatis (risco concreto de reiteração e risco à integridade da vítima), e porque, na esfera específica da Lei Maria da Penha, a decretação de prisão preventiva pelo juiz encontra respaldo no art. 20 da Lei nº 11.340/2006; além disso, a posterior manifestação do Ministério Público pela manutenção da custódia afastou eventual vício alegado quanto à atuação de ofício, razão pela qual o recurso ordinário em habeas corpus foi negado provimento.
- Parties
- Recorrente / Paciente: VICTOR DE OLIVEIRA BRAGA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios; Órgão Ministerial: Ministério Público do Distrito Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 March 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Final)
- Outcome
- Negado provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Lei Maria Da Penha, Conversão De Prisão Em Flagrante, Atuação Ex Officio Do Juiz, Audiência De Custódia
Case Brief
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Parties
VICTOR DE OLIVEIRA BRAGA
Recorrente / Paciente
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
Órgão Julgador
Ministério Público do Distrito Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Final)
Legal Issues
- 1 legalidade da decretação de prisão preventiva de ofício após a Lei nº 13.964/2019
- 2 aplicabilidade do art. 20 da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha)
- 3 presença dos requisitos do art. 312 do CPP (fumus comissi delicti e periculum libertatis)
Ratio Decidendi
A manutenção da prisão preventiva foi considerada legítima porque, no exame dos autos, estavam presentes prova da materialidade, indícios suficientes de autoria e periculum libertatis (risco concreto de reiteração e risco à integridade da vítima), e porque, na esfera específica da Lei Maria da Penha, a decretação de prisão preventiva pelo juiz encontra respaldo no art. 20 da Lei nº 11.340/2006; além disso, a posterior manifestação do Ministério Público pela manutenção da custódia afastou eventual vício alegado quanto à atuação de ofício, razão pela qual o recurso ordinário em habeas corpus foi negado provimento.
Court Disposition
Negado provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Intimem-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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