HC 975741 - DECISAO
Embora o habeas corpus fosse substitutivo de recurso e, em tese, não devesse ser conhecido, o STJ, ao analisar os autos, considerou a excepcionalidade da prisão preventiva e a natureza não violenta do delito (adulteração de sinal identificador de veículo), bem como a circunstância de a condenação anterior ser antiga e quase integralmente cumprida e a ação penal pendente remeter a fatos de mais de uma década; assim, concluiu que a manutenção da custódia não era justificada de forma a excluir a substituição por medidas cautelares diversas, e, portanto, concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva, determinando que o juízo de primeiro grau fixe medidas alternativas.
- Parties
- Paciente: HADDOCK NICOLAU PETILLO NETO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Órgão Ministerial: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 March 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (não Conheço Do Writ; Ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus; concedo, de ofício, a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Alternativas, Adulteração De Sinal Identificador De Veículo, Reincidência, Princípio Da Homogeneidade
Case Brief
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Parties
HADDOCK NICOLAU PETILLO NETO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (não Conheço Do Writ; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva
- 2 presença dos requisitos do art. 312 do CPP (fumus comissi delicti e periculum libertatis)
- 3 suficiência de medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 do CPP)
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus fosse substitutivo de recurso e, em tese, não devesse ser conhecido, o STJ, ao analisar os autos, considerou a excepcionalidade da prisão preventiva e a natureza não violenta do delito (adulteração de sinal identificador de veículo), bem como a circunstância de a condenação anterior ser antiga e quase integralmente cumprida e a ação penal pendente remeter a fatos de mais de uma década; assim, concluiu que a manutenção da custódia não era justificada de forma a excluir a substituição por medidas cautelares diversas, e, portanto, concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva, determinando que o juízo de primeiro grau fixe medidas alternativas.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus; concedo, de ofício, a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente
Orders
- Revogar a prisão preventiva do paciente e determinar que o Juízo de primeiro grau fixe medida cautelar diversa da prisão.
- Publique-se.
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