HC 1013871 - DECISAO
Embora a prisão preventiva tivesse fundamentação formal nos autos, considerando o quadro fático-informativo atual — paciente primária, delitos imputados praticados sem violência ou grave ameaça, valor dos bens subtraídos e tempo de prisão preventiva que já ultrapassa um ano e três meses — concluiu-se pela desproporcionalidade da manutenção da custódia. Assim, admitindo-se que a decisão inicial era fundamentada, a custódia revelou-se excessiva diante dos princípios da proporcionalidade e da presunção de inocência, impondo-se a revogação da prisão preventiva e a substituição por medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP; por fim, entendeu-se não conhecer do habeas corpus como...
- Parties
- Paciente: ARIANA GISELLA VEGA VERDUGO; Corréu: ALEJANDRO FRANCISCO MONDACA RUZ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecimento Do Writ Como Substitutivo De Recurso E Concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva da paciente.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Medidas Cautelares, Habeas Corpus, Proporcionalidade, Presunção De Inocência
Case Brief
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Parties
ARIANA GISELLA VEGA VERDUGO
Paciente
ALEJANDRO FRANCISCO MONDACA RUZ
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecimento Do Writ Como Substitutivo De Recurso E Concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 excesso de prazo na prisão preventiva
- 2 manutenção da prisão preventiva à luz do art. 312 do CPP
- 3 possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares do art. 319 do CPP
Ratio Decidendi
Embora a prisão preventiva tivesse fundamentação formal nos autos, considerando o quadro fático-informativo atual — paciente primária, delitos imputados praticados sem violência ou grave ameaça, valor dos bens subtraídos e tempo de prisão preventiva que já ultrapassa um ano e três meses — concluiu-se pela desproporcionalidade da manutenção da custódia. Assim, admitindo-se que a decisão inicial era fundamentada, a custódia revelou-se excessiva diante dos princípios da proporcionalidade e da presunção de inocência, impondo-se a revogação da prisão preventiva e a substituição por medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP; por fim, entendeu-se não conhecer do habeas corpus como...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva da paciente.
Orders
- Não conheço do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário, nos termos do art. 34, XX, do RISTJ.
- Concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva de ARIANA GISELLA VEGA VERDUGO.
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