HC 1057667 - DECISAO
Concluiu-se que a reversão do status libertatis no acórdão ocorreu sem indicação de fato novo, contemporâneo e específico que justificasse a segregação provisória, sendo insuficiente a mera reafirmação de fundamentos já analisados pela sentença que havia assegurado o direito de recorrer em liberdade; por ausência de contemporaneidade e fundamentação idônea e individualizada para a prisão preventiva, configurou-se constrangimento ilegal, devendo a custódia ser revogada e restabelecido o direito de recorrer em liberdade, sem prejuízo da imposição de medidas cautelares diversas previstas no art. 319 do CPP caso demonstrada sua necessidade.
- Parties
- Paciente: PATRICK VILARINHO DE AZEVEDO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado da Bahia; Apelante: Ministério Público; Impetrante: Defesa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 December 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Da Ordem (decisão Monocrática)
- Outcome
- Ordem concedida para revogar a prisão preventiva decretada no acórdão impugnado e assegurar ao paciente o direito de recorrer em liberdade
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Contemporaneidade, Tráfico De Drogas, Posse Ilegal De Arma De Fogo, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado, Medidas Cautelares Alternativas, Direito De Recorrer Em Liberdade
Case Brief
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Parties
PATRICK VILARINHO DE AZEVEDO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
Autoridade Coatora
Ministério Público
Apelante
Defesa
Impetrante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Da Ordem (decisão Monocrática)
Legal Issues
- 1 legalidade da decretação de prisão preventiva pelo acórdão sem fato novo contemporâneo
- 2 existência de fundamentação individualizada e contemporânea para manutenção da custódia cautelar
- 3 aplicação do princípio da consunção entre tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo (mencionado no acórdão)
Ratio Decidendi
Concluiu-se que a reversão do status libertatis no acórdão ocorreu sem indicação de fato novo, contemporâneo e específico que justificasse a segregação provisória, sendo insuficiente a mera reafirmação de fundamentos já analisados pela sentença que havia assegurado o direito de recorrer em liberdade; por ausência de contemporaneidade e fundamentação idônea e individualizada para a prisão preventiva, configurou-se constrangimento ilegal, devendo a custódia ser revogada e restabelecido o direito de recorrer em liberdade, sem prejuízo da imposição de medidas cautelares diversas previstas no art. 319 do CPP caso demonstrada sua necessidade.
Court Disposition
Ordem concedida para revogar a prisão preventiva decretada no acórdão impugnado e assegurar ao paciente o direito de recorrer em liberdade
Orders
- Revogar a prisão preventiva decretada no acórdão da Apelação Criminal n. 8003727-68.2024.8.05.0228
- Assegurar ao paciente o direito de recorrer em liberdade
Full Case Text
Judgment text and source record
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