HC 1054219 - DECISAO

HC 1054219 - DECISAO

O habeas corpus substitutivo de recurso não foi conhecido por se tratar de via inadequada, e, no exame de mérito subsidiário, não se verificou flagrante ilegalidade: o Tribunal de origem fundamentou a decretação da prisão preventiva com base em elementos concretos que evidenciam o fumus commissi delicti, o periculum libertatis, a contemporaneidade dos motivos da segregação e a insuficiência de medidas cautelares diversas, de modo que não há razão para revogar a custódia cautelar.

Parties
Paciente: FRANCISCO DE SOUSA DOS SANTOS; Tribunal De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS; Recorrente (recurso Em Sentido Estrito): MINISTÉRIO PÚBLICO; Manifestante (parecer): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
28 January 2026
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Do Habeas Corpus Substitutivo De Recurso
Legal Topics
Prisão Preventiva, Prisão Temporária, Organização Criminosa, Lavagem De Dinheiro, Receptação, Contemporaneidade Da Prisão Cautelar, Medidas Cautelares Diversas

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Parties

FRANCISCO DE SOUSA DOS SANTOS

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS

Tribunal De Origem

MINISTÉRIO PÚBLICO

Recorrente (recurso Em Sentido Estrito)

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Manifestante (parecer)

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Do Habeas Corpus Substitutivo De Recurso

  1. 1 Presença dos requisitos para decretação da prisão preventiva (fumus commissi delicti e periculum libertatis)
  2. 2 Possibilidade de decretar prisão temporária para crimes não listados na Lei nº 7.960/1989
  3. 3 Exigência de motivação concreta e contemporânea para decreto de prisão preventiva (art. 315, §1º, CPP, Pacote Anticrime)

Ratio Decidendi

O habeas corpus substitutivo de recurso não foi conhecido por se tratar de via inadequada, e, no exame de mérito subsidiário, não se verificou flagrante ilegalidade: o Tribunal de origem fundamentou a decretação da prisão preventiva com base em elementos concretos que evidenciam o fumus commissi delicti, o periculum libertatis, a contemporaneidade dos motivos da segregação e a insuficiência de medidas cautelares diversas, de modo que não há razão para revogar a custódia cautelar.