RHC 233826 - DECISAO
Não houve prescrição da pretensão punitiva porque a suspensão do processo nos termos do art. 366 do CPP preservou o prazo prescricional e, considerando a pena máxima em abstrato de 20 anos, após a retomada do curso prescricional transcorreram apenas cerca de 6 anos e 8 meses; a prisão preventiva foi devidamente fundamentada pela garantia da aplicação da lei penal diante da prolongada evasão do acusado por mais de duas décadas, demonstrando risco atual de não submissão ao processo e tornando inadequadas as medidas cautelares diversas; por esses motivos, nega-se provimento ao recurso e mantém-se a custódia preventiva.
- Parties
- Recorrente: CASSIO JOSAFÁ ALVES MEIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 March 2026
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Em Recurso Ordinário No Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prescrição Da Pretensão Punitiva, Contemporaneidade Da Prisão (periculum Libertatis), Suspensão Do Processo (art. 366 Do Cpp), Medidas Cautelares Diversas (art. 319 Do Cpp), Garantia Da Aplicação Da Lei Penal
Case Brief
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Parties
CASSIO JOSAFÁ ALVES MEIRA
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Em Recurso Ordinário No Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 prescrição da pretensão punitiva em face da suspensão do prazo prescricional (art. 366 do CPP)
- 2 ausência ou presença de contemporaneidade/atualidade dos fundamentos da prisão preventiva (arts. 312 e 313 do CPP)
- 3 adequação ou inadequação de medidas cautelares diversas (art. 319 do CPP)
Ratio Decidendi
Não houve prescrição da pretensão punitiva porque a suspensão do processo nos termos do art. 366 do CPP preservou o prazo prescricional e, considerando a pena máxima em abstrato de 20 anos, após a retomada do curso prescricional transcorreram apenas cerca de 6 anos e 8 meses; a prisão preventiva foi devidamente fundamentada pela garantia da aplicação da lei penal diante da prolongada evasão do acusado por mais de duas décadas, demonstrando risco atual de não submissão ao processo e tornando inadequadas as medidas cautelares diversas; por esses motivos, nega-se provimento ao recurso e mantém-se a custódia preventiva.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- Manutenção da prisão preventiva de CASSIO JOSAFÁ ALVES MEIRA com fundamento na garantia da aplicação da lei penal (art. 312 do CPP)
- Intimem-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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