RHC 229032 - ACORDAO
Negou-se provimento ao recurso porque a prisão preventiva foi adequadamente fundamentada na garantia da ordem pública ante a gravidade e habitualidade das infrações; a extração dos dados do celular foi legítima por haver consentimento do titular que forneceu a senha; não houve prova de que os peritos agiram de má-fé ao extrair dados após pedido de restituição; não há elementos que comprovem o fim das atividades ilícitas em 2023; o uso de algemas foi justificado por razões de segurança na unidade prisional; e o contato reservado com defensor foi assegurado, não havendo prejuízo concreto à defesa.
- Parties
- Recorrente: Raimundo Marques da Silva Filho; Procurador De Justiça (ministério Público Do Estado Do Rio Grande Do Sul): Ubaldo Alexandre Licks Flores; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2026
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (acórdão)
- Outcome
- Recurso ordinário em habeas corpus improvido
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Associação Criminosa, Fabricação E Comercialização De Bebidas Falsificadas, Acesso a Dados De Telefone Celular, Consentimento Do Titular, Uso De Algemas, Entrevista Reservada Com Defensor, Contemporaneidade, Súmula Vinculante 11
Case Brief
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Parties
Raimundo Marques da Silva Filho
Recorrente
Ubaldo Alexandre Licks Flores
Procurador De Justiça (ministério Público Do Estado Do Rio Grande Do Sul)
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Tribunal De Origem
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (acórdão)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva
- 2 admissibilidade de dados extraídos de celular
- 3 contemporaneidade dos fundamentos da prisão preventiva
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque a prisão preventiva foi adequadamente fundamentada na garantia da ordem pública ante a gravidade e habitualidade das infrações; a extração dos dados do celular foi legítima por haver consentimento do titular que forneceu a senha; não houve prova de que os peritos agiram de má-fé ao extrair dados após pedido de restituição; não há elementos que comprovem o fim das atividades ilícitas em 2023; o uso de algemas foi justificado por razões de segurança na unidade prisional; e o contato reservado com defensor foi assegurado, não havendo prejuízo concreto à defesa.
Court Disposition
Recurso ordinário em habeas corpus improvido
Orders
- Negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
Full Case Text
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