HC 1062012 - DECISAO
Denega-se a ordem porque não ficou demonstrada desídia ou paralisação injustificada da marcha processual, a instrução foi encerrada e houve pronúncia confirmada, de modo que o mero descumprimento aritmético do prazo de 90 dias para revisão periódica do art.316, parágrafo único, do CPP não torna automática a ilegalidade da prisão. Além disso, há elementos concretos que evidenciam fumus commissi delicti (boletim de ocorrência, certidão de óbito, relatórios, monitoramento eletrônico, depoimentos, vídeos) e periculum libertatis (gravidade do crime, uso de tornozeleira eletrônica no momento do delito, relatos de ameaças), justificando a manutenção da prisão preventiva.
- Parties
- Paciente: MAICON ANTUNES PINHEIRO; Manifestante: Ministério Público Federal; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Em Habeas Corpus (instância Superior)
- Outcome
- Conhecer parcialmente e, na parte conhecida, denegar a ordem de habeas corpus.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Revisão Periódica Da Custódia (art.316, Parágrafo Único, Cpp), Habeas Corpus, Pronúncia, Monitoramento Eletrônico, Medidas Cautelares Diversas
Case Brief
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Parties
MAICON ANTUNES PINHEIRO
Paciente
Ministério Público Federal
Manifestante
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Tribunal De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Em Habeas Corpus (instância Superior)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva decretada em 30/4/2024
- 2 descumprimento do prazo de revisão periódica de 90 dias previsto no art.316, parágrafo único, do CPP
- 3 suficiência de fundamentação concreta para manutenção da custódia
Ratio Decidendi
Denega-se a ordem porque não ficou demonstrada desídia ou paralisação injustificada da marcha processual, a instrução foi encerrada e houve pronúncia confirmada, de modo que o mero descumprimento aritmético do prazo de 90 dias para revisão periódica do art.316, parágrafo único, do CPP não torna automática a ilegalidade da prisão. Além disso, há elementos concretos que evidenciam fumus commissi delicti (boletim de ocorrência, certidão de óbito, relatórios, monitoramento eletrônico, depoimentos, vídeos) e periculum libertatis (gravidade do crime, uso de tornozeleira eletrônica no momento do delito, relatos de ameaças), justificando a manutenção da prisão preventiva.
Court Disposition
Conhecer parcialmente e, na parte conhecida, denegar a ordem de habeas corpus.
Orders
- Conhecer parcialmente e, na parte conhecida, denegar a ordem de habeas corpus.
- Denego a ordem.
Full Case Text
Judgment text and source record
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