RHC 235280 - DECISAO
Nega-se provimento ao habeas corpus porque não se demonstrou constrangimento ilegal por excesso de prazo nem desídia do Poder Judiciário: a custódia preventiva foi devidamente motivada com base em prova da materialidade e indícios suficientes de autoria e no risco concreto de reiteração delitiva (antecedentes e condenações por tráfico), os atos pendentes decorreram de ausências de testemunhas e falta de energia elétrica alheias ao Judiciário, houve reavaliações periódicas da necessidade da prisão, a instrução encontrava-se em fase final (súmula 52/STJ) e o descumprimento do prazo de reavaliação do art. 316/CPP não acarreta, por si só, ilegalidade.
- Parties
- Paciente / Recorrente: HUMBERTO AUGUSTO ASSIS DE CARVALHO; Órgão Coator: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Ordinário
- Outcome
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Reavaliação Periódica Da Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Posse/porte Ilegal De Arma De Fogo De Uso Restrito, Corrupção Ativa, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão
Case Brief
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Parties
HUMBERTO AUGUSTO ASSIS DE CARVALHO
Paciente / Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário
Legal Issues
- 1 excesso de prazo na prisão preventiva
- 2 obrigatoriedade e efeitos da reavaliação periódica da prisão preventiva (art. 316, parágrafo único, CPP)
- 3 necessidade da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Nega-se provimento ao habeas corpus porque não se demonstrou constrangimento ilegal por excesso de prazo nem desídia do Poder Judiciário: a custódia preventiva foi devidamente motivada com base em prova da materialidade e indícios suficientes de autoria e no risco concreto de reiteração delitiva (antecedentes e condenações por tráfico), os atos pendentes decorreram de ausências de testemunhas e falta de energia elétrica alheias ao Judiciário, houve reavaliações periódicas da necessidade da prisão, a instrução encontrava-se em fase final (súmula 52/STJ) e o descumprimento do prazo de reavaliação do art. 316/CPP não acarreta, por si só, ilegalidade.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Publique-se
Full Case Text
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