RHC 234762 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso porque, a partir dos elementos constantes dos autos e da jurisprudência do STJ, persistem os fundamentos autorizadores da prisão preventiva (risco de reiteração delitiva em razão de atuação como líder de organização criminosa, fuga e necessidade de assegurar a aplicação da lei penal), não se comprovou que o paciente seja o único responsável pelo cuidado da filha (exigência do art. 318, VI, do CPP) e a ausência de revisão ex officio a cada 90 dias pelo órgão emissor antes da sentença não acarreta automática ilegalidade após a formação da culpa; portanto, não há ilegalidade flagrante a autorizar a concessão da ordem.
- Parties
- Recorrente / Paciente: ALISSON TIAGO VALENTIM; Órgão Recorrido: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 May 2026
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Em Recurso Ordinário (habeas Corpus) Julgamento De Mérito Pelo STJ
- Outcome
- recurso desprovido
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Revisão Nonagesimal (art. 316, Cpp), Contemporaneidade Da Medida Cautelar, Execução Provisória Da Pena, Organização Criminosa, Fundamentação Da Decisão Judicial
Case Brief
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Parties
ALISSON TIAGO VALENTIM
Recorrente / Paciente
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Em Recurso Ordinário (habeas Corpus) Julgamento De Mérito Pelo STJ
Legal Issues
- 1 manutenção da prisão preventiva após sentença condenatória
- 2 fundamentação da negativa de recorrer em liberdade
- 3 aplicabilidade e efeitos da revisão a cada 90 dias prevista no art. 316, parágrafo único, do CPP
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque, a partir dos elementos constantes dos autos e da jurisprudência do STJ, persistem os fundamentos autorizadores da prisão preventiva (risco de reiteração delitiva em razão de atuação como líder de organização criminosa, fuga e necessidade de assegurar a aplicação da lei penal), não se comprovou que o paciente seja o único responsável pelo cuidado da filha (exigência do art. 318, VI, do CPP) e a ausência de revisão ex officio a cada 90 dias pelo órgão emissor antes da sentença não acarreta automática ilegalidade após a formação da culpa; portanto, não há ilegalidade flagrante a autorizar a concessão da ordem.
Court Disposition
recurso desprovido
Orders
- Nego provimento ao recurso
- Publique-se
Full Case Text
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