HC 1070224 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por se tratar de via substitutiva de recurso próprio; analisando-se, ademais, as alegações, não se constatou flagrante ilegalidade: a prisão preventiva estava fundamentada em elementos concretos (gravidade do delito, modus operandi e permanência foragida por mais de quatro anos), configurando contemporaneidade dos fundamentos, sendo inadequadas as medidas alternativas, e a condição de mulher trans não constitui motivo autônomo para revogar a custódia quando observadas as diretrizes de proteção (Resolução CNJ 348/2020).
- Parties
- Paciente: LYANDRA RIBEIRO DIAS (registrado civilmente como LUAN RIBEIRO DIAS DE OLIVEIRA); Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins; Parquet Recorrente: Ministério Público do Estado do Tocantins
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento)
- Outcome
- não conheço do presente habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Contemporaneidade Da Medida Cautelar, Fuga Do Distrito Da Culpa, Medidas Cautelares Diversas, Identidade De Gênero, Resolução CNJ 348/2020
Case Brief
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Parties
LYANDRA RIBEIRO DIAS (registrado civilmente como LUAN RIBEIRO DIAS DE OLIVEIRA)
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Tribunal De Origem
Ministério Público do Estado do Tocantins
Parquet Recorrente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 se o decurso do tempo entre a decretação e o cumprimento da prisão afasta a contemporaneidade da medida cautelar
- 2 se a fundamentação da decisão é idônea à luz do art. 312 do CPP
- 3 se a paciente poderia responder em liberdade mediante medidas cautelares diversas
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por se tratar de via substitutiva de recurso próprio; analisando-se, ademais, as alegações, não se constatou flagrante ilegalidade: a prisão preventiva estava fundamentada em elementos concretos (gravidade do delito, modus operandi e permanência foragida por mais de quatro anos), configurando contemporaneidade dos fundamentos, sendo inadequadas as medidas alternativas, e a condição de mulher trans não constitui motivo autônomo para revogar a custódia quando observadas as diretrizes de proteção (Resolução CNJ 348/2020).
Court Disposition
não conheço do presente habeas corpus
Orders
- Pedido de liminar indeferido
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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