HC 1094364 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que, em regra, o habeas corpus não deve ser conhecido quando pendente de apreciação pelo juízo de origem pedido de revogação da prisão preventiva por risco de supressão de instância e por inadmissibilidade do writ como sucedâneo de recurso; todavia, diante da circunstância fática de prisão preventiva da paciente desde 01/04/2026, da possível ausência de decreto prisional válido e da omissão do Tribunal de origem em examinar o mérito das alegações defensivas, configurou-se flagrante ilegalidade apta a autorizar atuação de ofício, razão pela qual o STJ não conheceu do recurso, mas concedeu a ordem de ofício para determinar que o Tribunal de Justiça do...
- Parties
- Paciente: JULY LUANE BARBOSA ARAGÃO; Órgão Julgador Impugnado: Tribunal de Justiça do Estado do Pará
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Impetrado No Superior Tribunal De Justiça / Decisão De Não Conhecimento E Concessão De Ordem De Ofício Para Determinar Reexame Pelo Tribunal De Origem
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado do Pará examine o mérito do habeas corpus originário e o pedido de revogação da prisão preventiva.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Supressão De Instância, Dilação Probatória, Habeas Corpus, Flagrante Ilegalidade
Case Brief
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Parties
JULY LUANE BARBOSA ARAGÃO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Pará
Órgão Julgador Impugnado
Procedural Posture
Habeas Corpus Impetrado No Superior Tribunal De Justiça / Decisão De Não Conhecimento E Concessão De Ordem De Ofício Para Determinar Reexame Pelo Tribunal De Origem
Legal Issues
- 1 Possibilidade de conhecimento de habeas corpus quando pendente pedido de revogação da prisão preventiva no juízo de origem (supressão de instância)
- 2 Adequação do habeas corpus para reconhecimento de teses absolutórias que demandam dilação probatória em fase de inquérito
- 3 Verificação de flagrante ilegalidade pela ausência de decreto prisional válido ou omissão jurisdicional
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que, em regra, o habeas corpus não deve ser conhecido quando pendente de apreciação pelo juízo de origem pedido de revogação da prisão preventiva por risco de supressão de instância e por inadmissibilidade do writ como sucedâneo de recurso; todavia, diante da circunstância fática de prisão preventiva da paciente desde 01/04/2026, da possível ausência de decreto prisional válido e da omissão do Tribunal de origem em examinar o mérito das alegações defensivas, configurou-se flagrante ilegalidade apta a autorizar atuação de ofício, razão pela qual o STJ não conheceu do recurso, mas concedeu a ordem de ofício para determinar que o Tribunal de Justiça do...
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado do Pará examine o mérito do habeas corpus originário e o pedido de revogação da prisão preventiva.
Orders
- Não conheço do habeas corpus (supressão de instância).
- Concedo a ordem de ofício para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado do Pará examine o mérito do habeas corpus originário n. 0803807-23.2026.8.14.0000 e que o juízo examine de plano o pedido de revogação da prisão preventiva da paciente.
Full Case Text
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