RHC 238257 - DECISAO
Concluiu-se que houve erro no reconhecimento da agravante da reincidência (período depurador superior a 5 anos, art. 64, I, CP), devendo o paciente ser considerado tecnicamente primário, com readequação da pena e fixação do regime inicial semiaberto. Entretanto, a alteração do regime não implica automática revogação da prisão preventiva; na hipótese concreta, a manutenção da custódia é justificada pela gravidade concreta do crime, pelo protagonismo do réu na associação para o tráfico, pelos maus antecedentes e pelo risco de contumácia delitiva, restando demonstrados os requisitos dos arts. 312 e 313 do CPP. Assim, negou-se provimento ao recurso, mantendo-se a prisão preventiva e as demais...
- Parties
- Impetrante / Paciente: ALEX BUENO; Órgão Recorrido / Respondente: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 May 2026
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Final: Nego Provimento Ao Recurso)
- Outcome
- nego provimento ao recurso
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Reincidência, Associação Para O Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Contemporaneidade Da Prisão Cautelar
Case Brief
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Parties
ALEX BUENO
Impetrante / Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Órgão Recorrido / Respondente
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Final: Nego Provimento Ao Recurso)
Legal Issues
- 1 incompatibilidade entre prisão preventiva e fixação do regime semiaberto
- 2 reconhecimento da reincidência (art. 64, I, CP)
- 3 manutenção da prisão preventiva após sentença condenatória
Ratio Decidendi
Concluiu-se que houve erro no reconhecimento da agravante da reincidência (período depurador superior a 5 anos, art. 64, I, CP), devendo o paciente ser considerado tecnicamente primário, com readequação da pena e fixação do regime inicial semiaberto. Entretanto, a alteração do regime não implica automática revogação da prisão preventiva; na hipótese concreta, a manutenção da custódia é justificada pela gravidade concreta do crime, pelo protagonismo do réu na associação para o tráfico, pelos maus antecedentes e pelo risco de contumácia delitiva, restando demonstrados os requisitos dos arts. 312 e 313 do CPP. Assim, negou-se provimento ao recurso, mantendo-se a prisão preventiva e as demais...
Court Disposition
nego provimento ao recurso
Orders
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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