HC 1049354 - DECISAO
O Tribunal entendeu que a declinação de competência pela 2ª Vara Federal teve caráter meramente ordinatório e não decisório, sendo possível a ratificação dos atos pelo juízo prevento nos termos do art. 567 do CPP; além disso, concluiu-se pela existência de elementos indiciários e risco concreto que justificariam a prisão preventiva. Ademais, a superveniente revogação da prisão pelo juízo de origem tornou prejudicada a alegação relativa à contemporaneidade, de modo que o habeas corpus foi conhecido em parte e, nessa extensão, denegado.
- Parties
- Paciente/impetrado: MAXSUEL FERNANDO BARROS ALMEIDA; Autoridade Coatora: Tribunal Regional Federal da 1ª Região; Juízo De Origem Que Decretou a Prisão Preventiva: Juízo da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres/MT; Juízo Que Declinou Competência: 2ª Vara Federal de Cáceres/MT; Investigado Citado: DIEGO CERQUEIRA DE MIRANDA; Interveniente (parecer): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (conheço Em Parte E Denego)
- Outcome
- Conheço em parte e denego o habeas corpus.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Quebra De Sigilo Fiscal, Provas Ilícitas E Teoria Da Derivação, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Isonomia, Fiança, Monitoramento Eletrônico
Case Brief
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Parties
MAXSUEL FERNANDO BARROS ALMEIDA
Paciente/impetrado
Tribunal Regional Federal da 1ª Região
Autoridade Coatora
Juízo da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres/MT
Juízo De Origem Que Decretou a Prisão Preventiva
2ª Vara Federal de Cáceres/MT
Juízo Que Declinou Competência
DIEGO CERQUEIRA DE MIRANDA
Investigado Citado
Ministério Público Federal
Interveniente (parecer)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (conheço Em Parte E Denego)
Legal Issues
- 1 nulidade da decisão de quebra de sigilo fiscal por incompetência do juízo
- 2 ilicitude por derivação de provas e invalidação de medidas cautelares dele decorrentes
- 3 ausência de fundamentação idônea e contemporaneidade da prisão preventiva
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que a declinação de competência pela 2ª Vara Federal teve caráter meramente ordinatório e não decisório, sendo possível a ratificação dos atos pelo juízo prevento nos termos do art. 567 do CPP; além disso, concluiu-se pela existência de elementos indiciários e risco concreto que justificariam a prisão preventiva. Ademais, a superveniente revogação da prisão pelo juízo de origem tornou prejudicada a alegação relativa à contemporaneidade, de modo que o habeas corpus foi conhecido em parte e, nessa extensão, denegado.
Court Disposition
Conheço em parte e denego o habeas corpus.
Orders
- liminar indeferida
- conheço em parte e denego o habeas corpus
Full Case Text
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