RHC 231201 - DECISAO
A manutenção da prisão preventiva foi fundamentada em elementos concretos constantes dos autos (gravidade in concreto do delito, modus operandi, antecedentes criminais e risco de reiteração delitiva, inclusive pronúncia em processo anterior por homicídio qualificado), e a superveniência da pronúncia e o encerramento da instrução afastam a alegação de excesso de prazo conforme Súmulas 21 e 52 do STJ; assim, não houve constrangimento ilegal passível de reforma, devendo o habeas corpus ser desprovido, com recomendação de reavaliação periódica da custódia pelo juízo de origem nos termos do art. 316 do CPP.
- Parties
- Paciente / Recorrente: MARCOS DA SILVA E SOUZA; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas; Manifestante / Ministério Público: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 June 2026
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- recurso desprovido (nego provimento ao recurso em habeas corpus)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Pronúncia, Prisão Domiciliar, Contemporaneidade Da Fundamentação, Reavaliação Da Custódia (art. 316, Cpp)
Case Brief
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Parties
MARCOS DA SILVA E SOUZA
Paciente / Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas
Órgão Julgador De Origem
Ministério Público Federal
Manifestante / Ministério Público
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Legalidade da prisão preventiva
- 2 Excesso de prazo na formação da culpa
- 3 Falta de fundamentação contemporânea da custódia
Ratio Decidendi
A manutenção da prisão preventiva foi fundamentada em elementos concretos constantes dos autos (gravidade in concreto do delito, modus operandi, antecedentes criminais e risco de reiteração delitiva, inclusive pronúncia em processo anterior por homicídio qualificado), e a superveniência da pronúncia e o encerramento da instrução afastam a alegação de excesso de prazo conforme Súmulas 21 e 52 do STJ; assim, não houve constrangimento ilegal passível de reforma, devendo o habeas corpus ser desprovido, com recomendação de reavaliação periódica da custódia pelo juízo de origem nos termos do art. 316 do CPP.
Court Disposition
recurso desprovido (nego provimento ao recurso em habeas corpus)
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus.
- Recomenda-se ao Juízo da Vara do Único da Comarca de Envira/AM que reexamine a necessidade da segregação cautelar, tendo em vista o tempo decorrido e o disposto na Lei n. 13.964/2019.
Full Case Text
Judgment text and source record
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