HC 927762 - DECISAO
Não se conheceu do habeas corpus liminarmente porque o Tribunal de origem ainda não julgou o mérito do writ e não houve demonstração de manifesta ilegalidade que autorizasse exceção à Súmula 691/STF; por isso o pedido de liminar foi indeferido, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c art. 210 do RISTJ.
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- Parties
- Paciente: ALBERTO TANIGUTI DA CUNHA VILELA; Órgão Coator: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- liminar indeferida
- Legal Topics
- Prisão Temporária, Súmula 691/stf, Fundamentação Da Prisão Temporária, Liminar
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Parties
ALBERTO TANIGUTI DA CUNHA VILELA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus contra decisão que indefere liminar proferida em habeas corpus na instância de origem
- 2 aplicabilidade da Súmula 691 do STF como óbice à apreciação pelo tribunal superior
- 3 ausência de demonstração de flagrante ilegalidade que autorize exceção à Súmula 691/STF
Ratio Decidendi
Não se conheceu do habeas corpus liminarmente porque o Tribunal de origem ainda não julgou o mérito do writ e não houve demonstração de manifesta ilegalidade que autorizasse exceção à Súmula 691/STF; por isso o pedido de liminar foi indeferido, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c art. 210 do RISTJ.
Court Disposition
liminar indeferida
Orders
- Indefiro liminarmente o habeas corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ALBERTO TANIGUTI DA CUNHA VILELA, em que se aponta como ato coator decisão monocrática de desembargadora do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS. Consta dos autos que o paciente foi preso temporariamente em 4/7/2024, pela suposta prática dos crimes de "fraude eletrônica, associação criminosa, e falsificação de documento público" (fl. 33). O impetrante sustenta a necessidade de revogação da prisão temporária do paciente tendo em vista que ele não ostenta antecedentes criminais, é pessoa de boa índole e não representa qualquer risco para a sociedade. Aduz que o decreto prisional carece de fundamentação idônea, pois ausentes os requisitos legais para a manutenção da prisão temporária, além de não terem sido indicados motivos concretos e individuais em relação ao investigado que justificassem a necessidade da custódia. Acrescenta que (fl. 10): .. o indiciado está sendo investigado pela suposta prática de crime de fraude eletrônica, associação criminosa e falsificação de documento público, com frágeis indícios de autoria, logo, além de não possuir fundadas razões da autoria, os crimes pelos quais está sendo acusado não se enquadram no rol previsto no artigo 1º, inciso III, da Lei 7.960/1989, portanto, descaracteriza a fundamentação usada para a prisão decretada. Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da liberdade provisória do paciente com a imediata expedição do alvará de soltura e, subsidiariamente, a aplicação de medida cautelar diversa. É o relatório. Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do habeas corpus originário. Aplica-se à hipótese o enunciado 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal: "Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere a liminar." Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. .. WRIT IMPETRADO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO TRIBUNAL A QUO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 691/STF. PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. PRISÃO DOMICILIAR. AUSÊNCIA DE PROVA INEQUÍVOCA DE QUE O RÉU ESTEJA EXTREMAMENTE DEBILITADO. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça tem compreensão firmada no sentido de não ser cabível habeas corpus contra decisão que indefere o pleito liminar em prévio mandamus, a não ser que fique demonstrada flagrante ilegalidade. Inteligência do verbete n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. .. 7. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 778.187/PE, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 8/11/2022, DJe de 16/11/2022.) AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PETIÇÃO INICIAL IMPETRADA CONTRA DECISÃO INDEFERITÓRIA DE LIMINAR PROFERIDA EM HABEAS CORPUS PROTOCOLADO NA ORIGEM, CUJO MÉRITO AINDA NÃO FOI JULGADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA. IMPOSSIBILIDADE DE SUPERAÇÃO DO ÓBICE PROCESSUAL REFERIDO NA SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. WRIT INCABÍVEL. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Em regra, não se admite habeas corpus contra decisão denegatória de liminar proferida em outro writ na instância de origem, salvo nas hipóteses em que se evidenciar situação absolutamente teratológica e desprovida de qualquer razoabilidade (por forçar o pronunciamento adiantado da Instância Superior e suprimir a jurisdição da Inferior, em subversão à regular ordem de competências). Na espécie, não há situação extraordinária que justifique a reforma da decisão em que se indeferiu liminarmente a petição inicial. .. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 763.329/SP, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 14/9/2022, DJe de 27/9/2022.) No caso, não percebo manifesta ilegalidade a autorizar que se excepcione a aplicação do referido verbete sumular. É prudente aguardar o julgamento definitivo do habeas corpus impetrado no Tribunal de origem antes de eventual intervenção desta Corte Superior. Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA