EREsp 2125062 - DECISAO

EREsp 2125062 - DECISAO

O Tribunal concluiu que a ANTT detém competência normativa pela Lei nº 10.233/2001, que a Resolução ANTT nº 3.075/2009 tipifica de forma suficientemente taxativa as condutas, que a gradação das multas respeita o princípio da proporcionalidade e que não houve duplicidade indevida de normas. Ademais, não se comprovou prejuízo à defesa decorrente de eventual demora processual, e os atos administrativos impugnados mantêm a presunção de legalidade diante da ausência de prova em sentido contrário. Assim, não houve violação das normas apontadas e o recurso especial não merece provimento.

Parties
Recorrente: UTIL - UNIÃO TRANSPORTE INTERESTADUAL DE LUXO LTDA.; Recorrida: Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 March 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão De Mérito)
Outcome
Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Legal Topics
Processo Administrativo Sancionador, Poder De Polícia, Proporcionalidade Das Sanções, Taxatividade Das Infrações Administrativas, Duplicidade Normativa, Nulidade Por Excesso De Prazo, Presunção De Legalidade Dos Atos Administrativos

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Parties

UTIL - UNIÃO TRANSPORTE INTERESTADUAL DE LUXO LTDA.

Recorrente

Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT

Recorrida

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão De Mérito)

  1. 1 constitucionalidade da Lei nº 10.233/2001 e das resoluções da ANTT
  2. 2 nulidade do processo administrativo por vícios formais e de motivação
  3. 3 ausência de taxatividade das condutas puníveis

Ratio Decidendi

O Tribunal concluiu que a ANTT detém competência normativa pela Lei nº 10.233/2001, que a Resolução ANTT nº 3.075/2009 tipifica de forma suficientemente taxativa as condutas, que a gradação das multas respeita o princípio da proporcionalidade e que não houve duplicidade indevida de normas. Ademais, não se comprovou prejuízo à defesa decorrente de eventual demora processual, e os atos administrativos impugnados mantêm a presunção de legalidade diante da ausência de prova em sentido contrário. Assim, não houve violação das normas apontadas e o recurso especial não merece provimento.

Court Disposition

Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.

Orders

  • Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
  • Caso exista fixação prévia de honorários sucumbenciais nas instâncias de origem, majoro em desfavor da parte recorrente em 10% o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.