AREsp 2587338 - DECISAO
Os embargos foram rejeitados porque a parte não juntou, no momento oportuno, a cadeia completa de procuração e substabelecimento nos autos em que interpôs o recurso; a procuração em autos principais não supre a falta no presente processo; a juntada posterior em sede de embargos é preclusa; assim, não há omissão,...
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- Parties
- Embargante: GUILHERME MONTEIRO JUNQUEIRA - ESPÓLIO; Advogada Constituída: Silvia Maria de Almeida Bugelli Valença; Substabelecido: Paulo Sergio Uchôa Fagundes Ferraz de Camargo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decidido
- Outcome
- Rejeitados os embargos de declaração
- Legal Topics
- Procuração, Representação Processual, Preclusão, Embargos De Declaração, Regularização De Representação
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Parties
GUILHERME MONTEIRO JUNQUEIRA - ESPÓLIO
Embargante
Silvia Maria de Almeida Bugelli Valença
Advogada Constituída
Paulo Sergio Uchôa Fagundes Ferraz de Camargo
Substabelecido
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decidido
Legal Issues
- 1 omissão quanto à representação processual
- 2 necessidade de juntada da cadeia completa de procuração e substabelecimento
- 3 inaplicabilidade do art. 1.017, § 5º do CPC/2015 ao recurso especial
Ratio Decidendi
Os embargos foram rejeitados porque a parte não juntou, no momento oportuno, a cadeia completa de procuração e substabelecimento nos autos em que interpôs o recurso; a procuração em autos principais não supre a falta no presente processo; a juntada posterior em sede de embargos é preclusa; assim, não há omissão, contradição ou erro material a ser sanado.
Court Disposition
Rejeitados os embargos de declaração
Orders
- Rejeito os embargos de declaração.
- Advirto a parte embargante de que a reiteração deste expediente ensejará o pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, § 2º, do CPC).
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por GUILHERME MONTEIRO JUNQUEIRA - ESPÓLIO, à decisão de fls. 1265/1266, que não conheceu do recurso. Sustenta a parte embargante que: Ocorre que, a r. decisão se mostrou omissão ao não conhecer o recurso especial por falta de regularização processual, deixando de considerar que à fl. 297 dos autos está a petição de habilitação da dra. Silvia Maria de Almeida Bugelli Valença a qual está expresso os poderes que lhe foram conferidos, juntado nos autos do processo n. 1003106-61.2015.8.26.0281, às fls. 299 e 300 está o substabelecimento ao dr. Paulo Sergio Uchôa Fagundes Ferraz de Camargo e à fl. 317 está o substabelecimento ao dr. Daniel Rapozo, subscritor do presente recurso, conforme documentação anexa. Assim, pede que sejam acolhidos os presentes embargos de declaração, para que seja suprida a omissão apontada e conhecido o agravo em recurso especial do Embargante (fl. 1270). Requer o conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. No caso, a parte recorrente, no momento da interposição do recurso, não procedeu à juntada da cadeia completa de procuração e/ou substabelecimento conferindo poderes ao subscritor do agravo e do recurso especial, Dr. Daniel Rapozo. Não tem o condão de sanar tal vício a alegação da existência de procuração em autos principais, pois cabe à parte providenciar a juntada de cópia ou novo instrumento aos autos onde pretende interpor o recurso. A responsabilidade pelo traslado do instrumento é da parte. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO. REGULARIZAÇÃO. DESCUMPRIMENTO NO PRAZO ESTABELECIDO. INÉRCIA. DOCUMENTO NOS AUTOS ORIGINAIS. ART. 1.017, § 5º, do CPC/2015. INAPLICABILIDADE. DECISÃO MANTIDA. 1. Conforme prevê o art. 76, § 2º, I, do CPC/2015, não se conhece do recurso quando a parte recorrente, apesar de intimada, deixa de sanar vício na representação processual no prazo estabelecido. 2. "A jurisprudência do STJ entende que a procuração juntada em outro processo conexo ou incidental, não apensado, não produz efeito em favor do recorrente neste Tribunal Superior." (AgInt no AREsp n. 1.447.689/DF, Relator Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/10/2019, DJe 16/10/2019). 3. Inaplicável o art. 1.017, § 5º, do CPC/2015 no âmbito do recurso especial ou do respectivo agravo contra sua inadmissibilidade. Precedentes. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt nos EDcl no AREsp 1496951/MS, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 6/5/2020.) Ademais, registre-se que foi dada a oportunidade, nesta Corte, para a parte sanar o vício de representação e, apesar disso, não houve a regularização, limitando-se a apresentar às fls. 1.261 apenas um substabelecimento, sem a procuração originária para o seu substabelecente Dr. Paulo Sergio Uchôa Fagundes Ferraz de Camargo. Outrossim, a cadeia de representação processual não se encontra completa nos autos. Veja-se que só constam substabelecimentos às fls. 301/302 e 319, estando ausente a procuração originária da parte ora embargante outorgando poderes à Dra. Silvia Maria de Almeida Bugelli Valença. Dessa forma, o instrumento de substabelecimento não tem eficácia, pois o substabelecimento não subsiste por si só, sem uma procuração que lhe dê suporte, sendo impossível substabelecer um poder que não existe nos autos. Neste sentido, o AgInt no AREsp n. 2.028.800/RJ, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJe de 25/8/2022; AgInt no AREsp n. 1.946.028/MS, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 24/3/2022; AgInt no REsp n. 1.945.390/RJ, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 16/2/2022. Somente agora, em sede destes aclaratórios, a parte trouxe o instrumento de mandato com o fim de regularizar a representação, no entanto, não pode ser aceito, em razão da preclusão. (AgInt no AREsp 1520555/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 30/6/2020; AgInt no REsp 1788526/TO, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; e AgInt no REsp 1830797/SE, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 18/3/2020.) Por fim, a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado evidencia mera insatisfação com o resultado do julgamento, não sendo a via eleita apropriada para tanto. Nesse sentido: EDcl no AgInt nos EDcl nos EAREsp 1202915/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, DJe de 28/8/2019. Assim, não há irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria submetida à apreciação do STJ foi julgada, não havendo, na decisão embargada, os vícios que autorizariam a utilização do recurso - obscuridade, contradição, omissão ou erro material. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante de que a reiteração deste expediente ensejará o pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos que tratem do mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do CPC). Publique-se. Intimem-se. EMENTA