AREsp 2647880 - DECISAO
Acolheram-se os embargos de declaração apenas para corrigir o equívoco material relativo à identificação de quem subscreveu o recurso especial e o agravo, mas manteve-se o não conhecimento do recurso porque os subscritores não possuíam poderes para representar a parte e a tentativa de regularização da representação...
Source-derived case information.
- Parties
- Embargante: ONZE COMERCIO DE MATERIAIS PARA CONSTRUCAO LTDA; Embargante: IPC COMERCIO DE PRÉ MOLDAÚOS DE CONCRETO LDTA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 August 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Proferida Sobre Embargos De Declaração
- Outcome
- Embargos de declaração acolhidos em parte para corrigir erro material; mantido o não conhecimento do recurso
- Legal Topics
- Procuração, Substabelecimento, Preclusão, Representação Processual, Regularização Da Representação, Conhecimento De Recurso
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ONZE COMERCIO DE MATERIAIS PARA CONSTRUCAO LTDA
Embargante
IPC COMERCIO DE PRÉ MOLDAÚOS DE CONCRETO LDTA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Proferida Sobre Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 Se os subscritores dos recursos possuem poderes de representação
- 2 Se a juntada de procuração/mandato em sede de embargos de declaração (aclaratórios) pode sanar vício de representação após intimação
- 3 Se a juntada tardia do mandato está preclusa
Ratio Decidendi
Acolheram-se os embargos de declaração apenas para corrigir o equívoco material relativo à identificação de quem subscreveu o recurso especial e o agravo, mas manteve-se o não conhecimento do recurso porque os subscritores não possuíam poderes para representar a parte e a tentativa de regularização da representação por meio de juntada de mandato em sede de aclaratórios foi considerada preclusa.
Court Disposition
Embargos de declaração acolhidos em parte para corrigir erro material; mantido o não conhecimento do recurso
Orders
- Corrigir a decisão de fls. 1004/1005 quanto à identificação dos subscritores das peças (recurso especial e agravo)
- Manter o não conhecimento do recurso (art. 21-E do RISTJ)
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por ONZE COMERCIO DE MATERIAIS PARA CONSTRUCAO LTDA, IPC COMERCIO DE PRÉ MOLDAÚOS DE CONCRETO LDTA à decisão de fls. 1004/1005, que não conheceu do recurso. Sustenta a parte embargante que: Data máxima vênia, a respectiva decisão é omissa em relação a procuração juntada nos autos, bem como, as assinaturas postas nas petições. Veja-se, que o procurador Dr. Júlio Christian Laure consta na procuração juntada as fls. 10 dos autos físicos, e fls. 11 do e-STJ Fl.11. .. O Dr. Júlio Christian Laure também é o patrono que consta habilitado nos autos do processo físico: .. E o nome do Dr. Júlio Christian Laure, consta devidamente posto tanto na peça de Recurso Especial e do Agravo de Recurso Especial (fl. 1012). .. Logo, resta devidamente claro, que desde o início do processo, todos os atos processuais são acompanhados e subscritos pelo Dr. Júlio Christian Laure, o qual inclusive assinou a ultima petição protocolada as fls. 989, ratificando as assinaturas e protocolos das peças de Recurso Especial e Agravo em Recurso Especial. Ademais, cabe esclarecer que os advogados Dra. Angélica Matos da Silveira e Dr. Lucas Secco Capoano, são sócios do escritório Laure Defina Sociedade de Advogados - CNPJ nº 05.001.119/0001-00, escritório ao qual foi conferidos poderes de representação, e que também tem como sócio o Dr. Júlio Christian Laure. Veja-se pela 29ª alteração do contrato social anexa a essa petição. Por conseguinte, resta devidamente claro nos autos, que desde o inicio do processo, o Recorrente foi representado pelo Dr. Júlio Christian Laure, o qual acompanhou e subscreveu todos os atos processuais, e que os Drs. Lucas e Angélica, são sócios do escritório de advocacia que representa o Recorrente. Ainda, para que não restem qualquer dúvida dos poderes de representação dos Drs. Angélica e Lucas, requer-se a juntada de substabelecimento do Dr. Julio para os mesmos, conferindo iguais poderes para atuação no processo (fls. 1013/1014). Requer o conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Tendo em vista uma nova análise dos autos constata-se que houve equívoco na decisão ora embargada, circunstância que será devidamente corrigida na fundamentação abaixo. No caso, apesar de ter constado na decisão de fls. 1004/1005 que o recurso especial foi assinado pelo Dr. Lucas Secco Capoano, na verdade, o recurso foi subscrito pela Dra. Angélica Matos Silveira e o agravo em recurso especial foi assinado pelo Dr. Lucas Secco Capoano. Todavia, os subscritores dos recursos não possuem poderes para representar a parte. Mesmo diante da intimação da parte para sanear o vício, não houve a devida regularização, uma vez que a procuração juntada à fl. 999, não foi suficiente para completar a cadeia de representação outorgando poderes aos subscritores dos recursos. Ressalte-se que, ao contrário do alegado, embora conste o nome do dr. Júlio Christian Laure nas referidas peças, este não as assinou. Somente agora, em sede destes aclaratórios, a parte trouxe o instrumento de mandato com o fim de regularizar a representação, no entanto, não pode ser aceito, em razão da preclusão. (AgInt no AREsp 1520555/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 30/6/2020; AgInt no REsp 1788526/TO, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; e AgInt no REsp 1830797/SE, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 18/3/2020.) É cediço, também, que o julgador não fica obrigado a manifestar-se sobre todas as alegações das partes, nem a ater-se aos fundamentos indicados por elas ou a responder, um a um, a todos os seus argumentos, quando já encontrou motivo suficiente para fundamentar a decisão, o que de fato ocorreu. (AREsp 1592147/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 31/08/2020; AgInt no AREsp 1639930/RJ, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 03/08/2020; AgInt nos EDcl no AREsp 1342656/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 07/05/2020.) Ante o exposto, acolho os embargos de declaração para corrigir o equívoco verificado na decisão de fls. 1004/1005, nos termos acima expostos, mantendo, porém, o não conhecimento do recurso (art. 21-E do RISTJ). Publique-se. Intimem-se. EMENTA