AREsp 2494827 - ACORDAO
O agravo interno foi negado provimento porque a representação processual não foi devidamente regularizada: o substabelecimento juntado conferiu poderes em data posterior à interposição dos recursos e, embora intimada, a parte não emendou o vício, razão pela qual não se conhece do recurso nos termos do art. 76, §2º,...
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- Parties
- Agravante: PHOLOT ADMINISTRADORA DE BENS PROPRIOS LTDA; Agravante: OUTRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Por Decisão Colegiada (quarta Turma, Sessão Virtual)
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Procuração, Representação Processual, Regularização De Representação, Admissibilidade Recursal, Súmula N. 115/stj, Honorários Advocatícios
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Parties
PHOLOT ADMINISTRADORA DE BENS PROPRIOS LTDA
Agravante
OUTRO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Por Decisão Colegiada (quarta Turma, Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 ausência de procuração/representação processual
- 2 regularização da representação após a interposição do recurso
- 3 requisito temporal da outorga de poderes (antes da interposição)
Ratio Decidendi
O agravo interno foi negado provimento porque a representação processual não foi devidamente regularizada: o substabelecimento juntado conferiu poderes em data posterior à interposição dos recursos e, embora intimada, a parte não emendou o vício, razão pela qual não se conhece do recurso nos termos do art. 76, §2º, I, do CPC/2015 e da Súmula n. 115/STJ. Foi determinada, se houver fixação prévia de honorários, sua majoração em 15% nos termos do art. 85, §11, do CPC.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão da Presidência que não conheceu do agravo (incidência da Súmula n. 115/STJ)
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 10/09/2024 a 16/09/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Marco Buzzi votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO STJ. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO. REGULARIZAÇÃO. DESCUMPRIMENTO. DECISÃO MANTIDA. 1. "(..) Para suprir eventual vício de representação, não basta a juntada de procuração ou substabelecimento, é preciso que a outorga de poderes tenha se dado em data anterior à da interposição do recurso" (AgInt no AREsp n. 2.451.193/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 11/4/2024). 2. Agravo interno a que se nega provimento.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno (e-STJ fls. 322/339) interposto contra decisão da Presidência que não conheceu do agravo, em virtude da incidência da Súmula n. 115/STJ (e-STJ fls. 317/318). Em suas razões, a parte alega que, "muito embora não houvesse qualquer irregularidade na cadeia de representação, em atenção à determinação, as agravantes apresentaram a petição de fls. 279/314 na qual juntaram os instrumentos de representação, inclusive com a apresentação de novo substabelecimento concedendo poderes ao subscritor do REsp e AREsp" (e-STJ fl. 327). Aduz que "é possível a regularização de representação, inclusive mediante apresentação de novos instrumentos" (e-STJ fl. 332). Ao final, pede a reconsideração da decisão monocrática ou a apreciação do agravo pelo Colegiado. A parte agravada apresentou impugnação (e-STJ fls. 343/348). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO STJ. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO. REGULARIZAÇÃO. DESCUMPRIMENTO. DECISÃO MANTIDA. 1. "(..) Para suprir eventual vício de representação, não basta a juntada de procuração ou substabelecimento, é preciso que a outorga de poderes tenha se dado em data anterior à da interposição do recurso" (AgInt no AREsp n. 2.451.193/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 11/4/2024). 2. Agravo interno a que se nega provimento. VOTO A insurgência não merece ser acolhida. A parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de afastar os termos da decisão agravada, motivo pelo qual deve ser mantida por seus próprios fundamentos (e-STJ fls. 317/318): Cuida-se de agravo interposto por PHOLOT ADMINISTRADORA DE BENS PROPRIOS LTDA e OUTRO, contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Inicialmente, de acordo com os Enunciados Administrativos do STJ n. 02 e n. 03, os requisitos de admissibilidade a serem observados são os previstos no Código de Processo Civil de 1973, se a decisão impugnada tiver sido publicada até 17 de março de 2016, inclusive; ou, se publicada a partir de 18 de março de 2016, os preconizados no Código de Processo Civil de 2015. Mediante análise do recurso de PHOLOT ADMINISTRADORA DE BENS PROPRIOS LTDA e OUTRO, a parte recorrente não procedeu à juntada da procuração e/ou cadeia completa de substabelecimento conferindo poderes ao subscritor do agravo e do recurso especial, Dr. Leonardo Fernando Royo Neto. Ademais, percebeu-se, no STJ, haver irregularidade na representação processual do recurso. A parte, embora regularmente intimada para sanar referido vício, não regularizou, uma vez que os poderes consignados no instrumento de substabelecimento de fl. 312, foram outorgados ao subscritor dos recursos em data posterior à sua interposição. A jurisprudência desta Corte entende que para suprir eventual vício de representação processual não basta a juntada de procuração ou substabelecimento, é necessário que a outorga de poderes tenha sido efetuada em data anterior à da interposição do recurso (AgInt no AREsp n. 1.512.704/RJ, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 17/2/2020, DJe de 19/2/2020, e AgRg no AREsp n. 1.825.314/RS, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, julgado em 3/8/2021, DJe de 6/8/2021.) Dessa forma, o recurso não foi devida e oportunamente regularizado, incidindo, na espécie, o disposto na Súmula n. 115/STJ. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino sua majoração em desfavor da parte recorrente, no importe de 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso. Publique-se. Intimem-se. Conforme prevê o art. 76, § 2º, I, do CPC/2015, não se conhece do recurso quando a parte recorrente, apesar de intimada, deixa de sanar o vício. No caso, não constava dos autos instrumento conferindo poderes ao Dr. Leonardo Fernando Royo Neto, subscritor do agravo e do recurso especial. Intimada para regularizar a representação processual, a parte recorrente não procedeu à emenda, uma vez que os poderes consignados no instrumento de fl. 312 (e-STJ) foram outorgados ao subscritor dos recursos em data posterior à de sua interposição, motivo pelo qual não se pode conhecer da irresignação. Nos termos da jurisprudência pacífica desta Corte, "Para suprir eventual vício de representação, não basta a juntada de procuração ou substabelecimento, é preciso que a outorga de poderes tenha se dado em data anterior à da interposição do recurso. Precedentes" (AgInt no AREsp n. 2.451.193/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 11/4/2024). Dessa forma, o recurso não foi oportunamente regularizado, incidindo o disposto na Súmula n. 115/STJ. Assim, não prosperam as alegações apresentadas, incapazes de alterar os fundamentos da decisão impugnada. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto.