AREsp 2009721 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido foi considerado claro quanto à insuficiência de necessidade de novas provas, tendo o tribunal de origem fundamentado que o conjunto probatório já constante dos autos era suficiente; a insurgência da agravante buscava reexaminar matéria...
Source-derived case information.
- Parties
- Autor: Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul; Réu: Município de Campo Grande; Réu / Agravante: Rumo Malha Paulista S/A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 June 2024
- Procedural Posture
- Ação Civil Pública / Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial Julgado Pela Segunda Turma (sessão Virtual De 21/05/2024 a 27/05/2024)
- Outcome
- Agravo Interno não provido
- Legal Topics
- Produção De Prova, Responsabilidade Civil Por Dano Ambiental, Obscuridade Em Embargos De Declaração, Dilação Probatória, Súmula 7/stj, Princípio Da Dialeticidade, Licenciamento Ambiental
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul
Autor
Município de Campo Grande
Réu
Rumo Malha Paulista S/A
Réu / Agravante
Procedural Posture
Ação Civil Pública / Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial Julgado Pela Segunda Turma (sessão Virtual De 21/05/2024 a 27/05/2024)
Legal Issues
- 1 alegação de obscuridade do acórdão (art. 1.022, I, CPC)
- 2 indeferimento de produção de provas (arts. 357 e 489, §1º, IV, CPC)
- 3 necessidade ou desnecessidade de dilação probatória
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido foi considerado claro quanto à insuficiência de necessidade de novas provas, tendo o tribunal de origem fundamentado que o conjunto probatório já constante dos autos era suficiente; a insurgência da agravante buscava reexaminar matéria fático-probatória, o que é vedado pela Súmula 7/STJ, e as razões recursais foram genéricas, não combatendo especificamente os fundamentos, atraindo as Súmulas 283/STF e 284/STJ por falta de dialeticidade.
Court Disposition
Agravo Interno não provido
Orders
- Negar provimento ao Agravo Interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 21/05/2024 a 27/05/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Francisco Falcão. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRA DO CONTORNO FERROVIÁRIO ENTRE AS ESTAÇÕES INDUBRASIL E LAGOA RICA. DANO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL RECONHECIDA COM BASE NA PROVA DOS AUTOS. OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA. DESNECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. SÚMULAS 7/STJ, 283/STF E 284/STJ 1. Na origem, cuida-se de Ação Civil Pública promovida pelo Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul contra o Município de Campo Grande e a Rumo Malha Paulista S/A, em razão de danos ambientais decorrentes da execução de obras do contorno ferroviário de Campo Grande, que liga as estações Lagoa Rica e Indubrasil. 2. A demanda foi julgada procedente em primeiro grau. Determinou-se a realização de diversas medidas para a recuperação ambiental e a prevenção de nova degradação. A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. 3. A agravante afirma que o acórdão violou o art. 1.022, I, do CPC. Diz que "a obscuridade reside na ausência de reconhecimento da necessidade de produção de prova em Primeira Instância a fim de averiguar a ocorrência de danos alegados pelo Agravado" (fl. 2150, e-STJ). 4. A alegação não procede. O acórdão foi claro ao afirmar: "No caso presente, constata-se que o conjunto probatório apresentado nos autos é suficiente para o julgamento da lide, mostrando-se despicienda qualquer prática tendente a ampliar a instrução. Aliás, a requerida formulou pedido de produção de prova testemunhal (f. 305-307) a fim de "comprovar que a execução das obras do Contorno Ferroviário no entono de Campo Grande foi de responsabilidade integral do Município, de modo que a ALL não tem responsabilidade por supostas deficiências presentes na obra ou ainda eventuais impactos causados em sua decorrência". Contudo, tal prova mostra-se desnecessária para a comprovação da legitimidade/responsabilidade da requerida, conclusão esta que deve ser alcançada por meio da análise dos documentos já anexados aos autos (licenças, autorizações, contratos etc.), interpretando-os à luz da legislação ambiental" (fls. 1.862-1.863, e-STJ). 5. Como questão principal, a empresa sustenta que o TJMS, ao indeferir a produção de prova, violou os arts. 357 e 489, § 1º, IV, do CPC. O simples cotejo entre as razões recursais e os fundamentos do acórdão impugnado é suficiente para concluir que a via escolhida esbarra na Súmula 7/STJ. 6. Segundo a Corte local, "a requerida formulou pedido de produção de prova testemunhal (f. 305-307) a fim de "comprovar que a execução das obras do Contorno Ferroviário no entono de Campo Grande foi de responsabilidade integral do Município, de modo que a ALL não tem responsabilidade por supostas deficiências presentes na obra ou ainda eventuais impactos causados em sua decorrência". Contudo, tal prova mostra-se desnecessária para a comprovação da legitimidade/responsabilidade da requerida, conclusão esta que deve ser alcançada por meio da análise dos documentos já anexados aos autos (licenças, autorizações, contratos etc.), interpretando-os à luz da legislação ambiental". Além da incidência da Súmula 7/STJ, percebe-se que a recorrente, em seu Recurso Especial, não combateu de forma específica esse fundamento. Suas razões são genéricas e não atendem ao princípio da dialeticidade, o que também atrai a aplicação das Súmulas 283/STF e 284/STF, por analogia. 7. Agravo Interno não provido.
RELATÓRIO Trata-se de Agravo Interno interposto de decisão que conheceu do Agravo para conhecer parcialmente do Recurso Especial apenas quanto à alegada violação do art. 1.022, I, do CPC e, nessa extensão, negar-lhe provimento. Nas razões do Recurso (fls. 2144-2156, e-STJ), a parte agravante defende que o acórdão recorrido violou o art. 1.022, I, do CPC. Em seguida, insiste na tese de afronta aos arts. 357, do §1, IV, e 489 do Código de Processo Civil. Impugnação às fls. 2159-2165, e-STJ. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRA DO CONTORNO FERROVIÁRIO ENTRE AS ESTAÇÕES INDUBRASIL E LAGOA RICA. DANO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL RECONHECIDA COM BASE NA PROVA DOS AUTOS. OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA. DESNECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. SÚMULAS 7/STJ, 283/STF E 284/STJ 1. Na origem, cuida-se de Ação Civil Pública promovida pelo Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul contra o Município de Campo Grande e a Rumo Malha Paulista S/A, em razão de danos ambientais decorrentes da execução de obras do contorno ferroviário de Campo Grande, que liga as estações Lagoa Rica e Indubrasil. 2. A demanda foi julgada procedente em primeiro grau. Determinou-se a realização de diversas medidas para a recuperação ambiental e a prevenção de nova degradação. A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. 3. A agravante afirma que o acórdão violou o art. 1.022, I, do CPC. Diz que "a obscuridade reside na ausência de reconhecimento da necessidade de produção de prova em Primeira Instância a fim de averiguar a ocorrência de danos alegados pelo Agravado" (fl. 2150, e-STJ). 4. A alegação não procede. O acórdão foi claro ao afirmar: "No caso presente, constata-se que o conjunto probatório apresentado nos autos é suficiente para o julgamento da lide, mostrando-se despicienda qualquer prática tendente a ampliar a instrução. Aliás, a requerida formulou pedido de produção de prova testemunhal (f. 305-307) a fim de "comprovar que a execução das obras do Contorno Ferroviário no entono de Campo Grande foi de responsabilidade integral do Município, de modo que a ALL não tem responsabilidade por supostas deficiências presentes na obra ou ainda eventuais impactos causados em sua decorrência". Contudo, tal prova mostra-se desnecessária para a comprovação da legitimidade/responsabilidade da requerida, conclusão esta que deve ser alcançada por meio da análise dos documentos já anexados aos autos (licenças, autorizações, contratos etc.), interpretando-os à luz da legislação ambiental" (fls. 1.862-1.863, e-STJ). 5. Como questão principal, a empresa sustenta que o TJMS, ao indeferir a produção de prova, violou os arts. 357 e 489, § 1º, IV, do CPC. O simples cotejo entre as razões recursais e os fundamentos do acórdão impugnado é suficiente para concluir que a via escolhida esbarra na Súmula 7/STJ. 6. Segundo a Corte local, "a requerida formulou pedido de produção de prova testemunhal (f. 305-307) a fim de "comprovar que a execução das obras do Contorno Ferroviário no entono de Campo Grande foi de responsabilidade integral do Município, de modo que a ALL não tem responsabilidade por supostas deficiências presentes na obra ou ainda eventuais impactos causados em sua decorrência". Contudo, tal prova mostra-se desnecessária para a comprovação da legitimidade/responsabilidade da requerida, conclusão esta que deve ser alcançada por meio da análise dos documentos já anexados aos autos (licenças, autorizações, contratos etc.), interpretando-os à luz da legislação ambiental". Além da incidência da Súmula 7/STJ, percebe-se que a recorrente, em seu Recurso Especial, não combateu de forma específica esse fundamento. Suas razões são genéricas e não atendem ao princípio da dialeticidade, o que também atrai a aplicação das Súmulas 283/STF e 284/STF, por analogia. 7. Agravo Interno não provido. VOTO A irresignação não merece prosperar, pois não foram apresentados argumentos suficientes para a reforma da decisão agravada. Na origem, cuida-se de Ação Civil Pública promovida pelo Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul contra o Município de Campo Grande e a Rumo Malha Paulista S/A, em razão de danos ambientais decorrentes da execução de obras do contorno ferroviário de Campo Grande, que liga as estações Lagoa Rica e Indubrasil. A demanda foi julgada procedente em primeiro grau. Determinou-se a realização de diversas medidas para a recuperação ambiental e a prevenção de nova degradação. A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. De início, a agravante afirma que o acórdão violou o art. 1.022, I, do CPC. Considera que o decisum é obscuro, na medida em que manteve a sentença sem considerar a necessidade de realização de prova em primeira instância. Não houve tal vício. O Colegiado estadual foi claro (fls. 1.862-1.863, e-STJ): Não se pode olvidar que o juiz é o destinatário das provas, sendo que cabe a ele indeferir aquelas que considere inúteis ou meramente protelatórias, nos termos do artigo 370, parágrafo único, do CPC/2015. Se os documentos constantes nos autos são suficientes para formar o convencimento do juiz a respeito da questão, torna-se desnecessária a produção de outras provas. Desta feita, se o processo se encontra apto a ser julgado e o magistrado entende ser desnecessária a produção de outras provas, a prolação da sentença é medida que se impõe, à vista dos princípios da economia e celeridade processual. (..) No caso presente, constata-se que o conjunto probatório apresentado nos autos é suficiente para o julgamento da lide, mostrando-se despicienda qualquer prática tendente a ampliar a instrução. Aliás, a requerida formulou pedido de produção de prova testemunhal (f. 305-307) a fim de "comprovar que a execução das obras do Contorno Ferroviário no entono de Campo Grande foi de responsabilidade integral do Município, de modo que a ALL não tem responsabilidade por supostas deficiências presentes na obra ou ainda eventuais impactos causados em sua decorrência". Contudo, tal prova mostra-se desnecessária para a comprovação da legitimidade/responsabilidade da requerida, conclusão esta que deve ser alcançada por meio da análise dos documentos já anexados aos autos (licenças, autorizações, contratos etc.), interpretando-os à luz da legislação ambiental. Portanto, a real intenção da recorrente, ao opor os Aclaratórios, não foi sanar obscuridade, e, sim, rediscutir o que ficou claro e coerentemente decidido. Como questão principal, a empresa sustenta que o TJMS, ao indeferir a produção de prova, violou os arts. 357 e 489, § 1º, IV, do CPC. Veja-se: 28. Ora, sem a realização de provas é evidente a ausência de responsabilidade da Apelante ante a ausência de identificação de dano ambiental e, consequentemente, de nexo de causalidade que permita a responsabilização de Rumo. É nesse sentido que a prova é essencial em termos de prosseguimento da ação. (..) 33. Nem se diga que o nexo de causalidade poderia ser verificado exclusivamente por meio contratual, uma vez que tal documento não exemplifica quais as supostas ações ou omissões incorridas pela Recorrente que teriam ocasionado o alegado dano no presente caso. Nesses termos, ao dispensar a produção de provas para decidir sobre matéria que somente por prova pode ser demonstrada (i. e. nexo de causalidade), o v. acórdão viola frontalmente os artigos 6 e 10 do CPC. No entanto, o simples cotejo entre as razões recursais e os fundamentos do acórdão impugnado é suficiente para concluir que a via escolhida esbarra na Súmula 7/STJ. Na mesma linha: PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO CONCEDIDO. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CARACTERIZADO. FUNDAMENTAÇÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM COM BASE NAS PROVAS DOS AUTOS E EM EXAME DO LAUDO PERICIAL. REALIZAÇÃO DE NOVA PERÍCIA. DESNECESSIDADE. SISTEMA DA PERSUASÃO RACIONAL. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. SÚMULA 7/STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. O STJ tem o entendimento de que compete ao magistrado, como destinatário final da prova, avaliar a pertinência das diligências que as partes pretendem realizar, segundo as normas processuais, e afastar o pedido de produção de provas, se estas forem inúteis ou meramente protelatórias, ou, ainda, se já tiver ele firmado sua convicção, nos termos dos arts. 370 e 371 do CPC/2015 (arts. 130 e 131 do CPC/1973). 2. Desse modo, os princípios da livre admissibilidade da prova e da persuasão racional autorizam o julgador a determinar as provas que repute necessárias ao deslinde da controvérsia, e a indeferir aquelas consideradas prescindíveis ou meramente protelatórias. Não configura cerceamento de defesa o julgamento da causa sem a produção da prova solicitada pela parte, quando devidamente demonstradas a instrução do feito e a presença de dados suficientes à formação do convencimento. 3. Assim, o exame da pretensão recursal de reforma do acórdão recorrido, quanto à alegação de cerceamento de defesa, exigiria o revolvimento e a alteração das premissas fático-probatórias estabelecidas pelo Tribunal a quo, o que é vedado em Recurso Especial, nos termos do enunciado de Súmula 7 do STJ. 4. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.816.381/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 1/7/2021.) PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LICENCIAMENTO AMBIENTAL. CANCELAMENTO. DANO. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC/2015. INEXISTÊNCIA. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. PRETENSÃO DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 7 DO STJ. (..) IX - A apuração sobre o não cabimento do julgamento antecipado do mérito implicaria o revolvimento do próprio conjunto probatório dos autos que foi apreciado e que subsidiou o julgamento, conforme o estado do processo. X - A pretensão implicaria substituir o juízo de valor sobre as provas dos autos realizado pelo Juízo sentenciante e pelo Tribunal de origem, acerca do fato de que a discussão na origem versou sobre matéria estritamente jurídica e/ou que dispensou produção de outras provas, nos termos do art. 355, I, do CPC/2015. Incide, portanto, o Enunciado Sumular n. 7/STJ. (..) XIX - Agravo interno improvido(AgInt no AREsp 1.364.080/MA, Rel. Min. Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 25.3.2022) Segundo a Corte local (grifei): Aliás, a requerida formulou pedido de produção de prova testemunhal (f. 305-307) a fim de "comprovar que a execução das obras do Contorno Ferroviário no entono de Campo Grande foi de responsabilidade integral do Município, de modo que a ALL não tem responsabilidade por supostas deficiências presentes na obra ou ainda eventuais impactos causados em sua decorrência". Contudo, tal prova mostra-se desnecessária para a comprovação da legitimidade/responsabilidade da requerida, conclusão esta que deve ser alcançada por meio da análise dos documentos já anexados aos autos (licenças, autorizações, contratos etc.), interpretando-os à luz da legislação ambiental. A recorrente, em seu Recurso Especial, não combateu de forma específica esse fundamento. Suas razões são genéricas e não atendem ao princípio da dialeticidade, o que também atrai a aplicação das Súmulas 283/STF e 284/STF, por analogia. Ante o exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É como voto.