HC 765564 - ACORDAO
Havendo uma única condenação e tendo o sentenciado permanecido solto durante o processo, o período de prisão provisória foi utilizado pelo juiz sentenciante para fins de detração e, portanto, não pode ser novamente utilizado para alterar a data-base de obtenção de benefícios da execução; a data-base é a da prisão para início do cumprimento da pena (última prisão), evitando dupla aplicação do art. 42 do CP.
- Parties
- Agravante: PEDRO PAULO PIGNATA PORTO MOLTAVÃO; Respondente: Ministério Público de Goiás
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Livramento Condicional, Data Base, Detração Penal
Case Brief
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Parties
PEDRO PAULO PIGNATA PORTO MOLTAVÃO
Agravante
Ministério Público de Goiás
Respondente
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento
Legal Issues
- 1 Se o período de prisão preventiva deve ser considerado como data-base para progressão de regime e livramento condicional quando o sentenciado respondeu ao processo em liberdade
- 2 Se o tempo de prisão provisória já usado na detração pela sentença pode ser novamente considerado para fins de benefícios da execução penal
Ratio Decidendi
Havendo uma única condenação e tendo o sentenciado permanecido solto durante o processo, o período de prisão provisória foi utilizado pelo juiz sentenciante para fins de detração e, portanto, não pode ser novamente utilizado para alterar a data-base de obtenção de benefícios da execução; a data-base é a da prisão para início do cumprimento da pena (última prisão), evitando dupla aplicação do art. 42 do CP.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
- Manter a decisão que indeferiu a ordem no habeas corpus.
Full Case Text
Judgment text and source record
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