HC 946388 - DECISAO
A alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a fatos ocorridos antes de sua vigência; ademais, o acórdão recorrido determinou exame criminológico com base em fundamentos abstratos (gravidade genérica dos crimes, reincidência e ampla pena remanescente) sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução aptos a justificar a perícia, o que configura flagrante ilegalidade. Por essas razões, o relator não conheceu do habeas corpus, mas concedeu a ordem de ofício para que o Juízo das Execuções promova nova análise, com brevidade, do pedido de progressão, com base em...
- Parties
- Paciente: JEFF ERSON FERNANDO LEONEL; Agravante: Ministério Público estadual; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Novatio Legis in Pejus, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Ampla Defesa E Contraditório, Súmula 439/stj, Súmula Vinculante 26/stf
Case Brief
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Parties
JEFF ERSON FERNANDO LEONEL
Paciente
Ministério Público estadual
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Tribunal a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
Legal Issues
- 1 necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime
- 2 aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 (novatio legis in pejus)
- 3 nulidade por violação à ampla defesa e ao contraditório
Ratio Decidendi
A alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico constitui novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a fatos ocorridos antes de sua vigência; ademais, o acórdão recorrido determinou exame criminológico com base em fundamentos abstratos (gravidade genérica dos crimes, reincidência e ampla pena remanescente) sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução aptos a justificar a perícia, o que configura flagrante ilegalidade. Por essas razões, o relator não conheceu do habeas corpus, mas concedeu a ordem de ofício para que o Juízo das Execuções promova nova análise, com brevidade, do pedido de progressão, com base em...
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício
Orders
- Determinar que o Juízo das Execuções Criminais promova nova análise, com brevidade, do pedido de progressão de regime prisional do sentenciado, com base em elementos concretos ocorridos durante a execução da pena, sem a necessidade de realização de exame criminológico.
- Comunicar, com urgência, a presente decisão ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator.
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