HC 952482 - DECISAO
A alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, configura novatio legis in pejus e, por sua natureza material, não pode ser aplicada retroativamente a crimes praticados sob a vigência da legislação anterior; além disso, a determinação do exame só pode ser feita mediante fundamentação concreta apontando fatos ocorridos no curso da execução nos termos da Súmula 439/STJ. Na ausência de tais elementos, houve flagrante ilegalidade, justificando a concessão de ofício da ordem para restabelecer a decisão de primeiro grau que concedeu a progressão.
- Parties
- Paciente: WANDERSON PEREIRA DE SOUSA; Recorrente: Ministério Público do Estado do Tocantins; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu a progressão ao regime semiaberto
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus, Súmula 439/stj, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso
Case Brief
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Parties
WANDERSON PEREIRA DE SOUSA
Paciente
Ministério Público do Estado do Tocantins
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício
Legal Issues
- 1 necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime
- 2 aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024
- 3 fundamentação idônea para determinação de exame criminológico
Ratio Decidendi
A alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para progressão de regime, configura novatio legis in pejus e, por sua natureza material, não pode ser aplicada retroativamente a crimes praticados sob a vigência da legislação anterior; além disso, a determinação do exame só pode ser feita mediante fundamentação concreta apontando fatos ocorridos no curso da execução nos termos da Súmula 439/STJ. Na ausência de tais elementos, houve flagrante ilegalidade, justificando a concessão de ofício da ordem para restabelecer a decisão de primeiro grau que concedeu a progressão.
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu a progressão ao regime semiaberto
Orders
- Restabelecer a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu o pedido de progressão de regime prisional ao sentenciado
- Comunicar, com urgência, a decisão ao Juízo singular das execuções e ao Tribunal coator
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Judgment text and source record
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